Encontrado fóssil de criatura marinha gigante

O crânio fossilizado de um “monstro marinho” gigante foi descoberto na costa da Grã-Bretanha. O predador, chamado de pilossauro, viveu nos oceanos há 150 milhões de anos.

O crânio tem 2,4 metros de comprimento, e especialistas dizem que ele poderia pertencer a um dos maiores pilossauros já encontrados: com até 16 metros de tamanho.

O fóssil, que foi encontrado por um colecionador, foi comprado pelo governo do condado de Dorset por 20 mil libras (cerca de R$ 65 mil).

Ele foi comprado com dinheiro do Heritage Lottery Fund (um fundo da loteria britânica destinado a patrimônios culturais) e será analisado cientificamente, para depois ser exposto ao público no museu do condado.

“Eu havia ouvido rumores de que algo grande fora encontrado. Mas ver isso ao vivo é de cair o queixo. É simplesmente enorme”, disse à BBC o paleontólogo Richard Forrest.

‘Banho de sangue’

Segundo Richard Forrest, especialista um animal como um Tiranossauro Rex seria café da manhã para um monstro como este.

Pilossauros são um tipo de plesiossauro, um grupo gigante de répteis aquáticos que dominava os mares na mesma época em que os dinossauros viviam na Terra.

Eles tinham pescoços curtos e cabeças gigantes, semelhantes a de crocodilos, com mandíbulas poderosas e dentes grandes e afiados.

Usando quatro patas em formas de pás para impulsionar seus corpos pela água, eles conseguiam facilmente alcançar presas como ichthyossauros (peixes-répteis) e outros plesiossauros.

“Estas criaturas eram monstros”, diz o paleontólogo David Martill, da universidade britânica de Portsmouth.

“Eles tinham músculos gigantes nos seus pescoços, e imaginamos que ele morderia outros animais para conseguir segurá-los bem. E com os músculos do pescoço eles provavelmente arrasariam os animais capturados, gerando um banho de sangue.”

Especialistas acreditam que o fóssil é de um dos maiores pilossauros já descobertos.

Desenho do pilossauro

Criatura marinha pode ser a maior já descoberta

O fóssil encontrado é da mandíbula inferior e a parte superior do crânio.

Baseado no comprimento de 2,4 metros do crânio, estima-se que a criatura mediria entre 10 metros e 16 metros da cabeça à cauda, e pesaria de sete a 12 toneladas.

A descoberta rivaliza com outras duas. Em Svalbard, na Noruega, foram achados fósseis de uma criatura apelidada de “O Monstro” e “Predador X” que poderia ter até 15 metros de tamanho.

No México, o “monstro de Aramberri”, descoberto em 2002, pode ter dimensões semelhantes.

“Nós só temos a cabeça, então é impossível ter precisão. Mas ela pode rivalizar com os fósseis de Svalbard e México como uma das maiores do mundo.”

Sorte

O espécime ainda está misturado às rochas, mas os cientistas já descobriram que ele ficou muito bem conservado.

“Crânios de pilossauros são muito grandes, mas, em geral, não tão robustos, e você costuma encontrá-los achatados – como ‘panquecas'”, disse o especialista em plesiossauros, Richard Forrest.

“O que é fantástico sobre este novo crânio, além do tamanho, é que ele está em três dimensões, e sem distorções. Nós temos esta mandíbula inferior extraordinária, e é possível ver, pela profundidade e grossura, que ela era muito forte.”

“Ela poderia comer um humano em uma mastigada. Aliás, um animal como um Tiranossauro Rex seria café da manhã para um monstro como este.”

O fóssil foi descoberto por um colecionador de fósseis ao longo da Costa Jurássica britânica, uma faixa de 150 quilômetros entre Dorset e East Devon, onde já foram achados outros fósseis com até 185 milhões de anos.

A localização exata não foi revelada para impedir que outras pessoas tentem explorar a região, que é instável e sujeita a desmoronamentos.

“O colecionador teve sorte de visitar o local em um dia em que um grande pedaço de rocha caiu de um penhasco, e isso deu a ele uma pista de onde procurar”, explicou o gerente do departamento de ciência do condado de Dorset, Richard Edmonds.

“Ele passou quatro anos voltando todos os dias, e acabou encontrando este fóssil incrível. Foi um esforço tremendo.”

Edmonds acredita que o resto do corpo do animal ainda está soterrado nas rochas, mas que demoraria décadas para encontrá-lo.

Os cientistas e especialistas do condado estão promovendo reuniões para discutir a melhor forma de analisar o fóssil.

Gráfico comparando tamanhos dos animais

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