George Wells Beadle

George Beadle, “Beets” para seus amigos, nasceu em Wahoo, Nebrasca. A mãe de Beadle morreu quando ele tinha apenas 4 anos de idade, e Beadle, seu irmão, e sua irmã foram educados por seu pai e criados.

O pai de Beadle pensou que ele poderia seguir seus passos e também ser um fazendeiro. Contudo, um professor de escola secundária encorajou Beadle a fazer a universidade. Beadle se formou na Universidade de Agricultura de Nebrasca em 1926, e ficou um ano extra para obter habilitação em Ecologia.

Enquanto cursava o último ano da faculdade, Beadle começou a se interessar em genética. Ele pediu para concluir a sua graduação na Universidade Cornell ,e, em 1927, juntou-se ao grupo de R. A. Emerson para trabalhar na genética do milho. O grupo de Emerson incluiu Barbara McCklintock, que depois ajudou Beadle descobrir o número de cromossomos da Neurospora.

Depois de terminar seu PhD, em 1931, Beadle trabalhou como pós-doc no então recém inaugurado laboratório de T. H. Morgan’s no Caltech e depois trabalhou em Paris com Boris Ephrussi. Ele trabalhou com o modelo genético “da época”, a Drosophila melanogaster e publicou artigos descrevendo a função da recombinação gênica e a interação dos genes na determinação das cores dos olhos de drosófilas. A hipótese de que “um gene produz uma proteína” também estava nessa publicação . Beadle e Ephrussi aludiram que os genes produziam substâncias necessárias para a pigmentação dos olhos da mosca e mutações nesses genes alteravam esse processo.
Em 1937, Beadle trabalhou com Edward Tatum na Universidade de Stanford na tentativa de isolar e identificar as substâncias que conferem a cor dos olhos. Outros pesquisadores obtiveram esses resultados mas isto só reforçou a idéia de Beadle que seria necessário o uso de um sistema genético mais simples (modelo biológico) para estudar a questão da ação dos genes.

Ele encontrou a resposta na Neurospora, e, em 1940, passou a trabalhar com este ser vivo abandonando os estudos com drosófila.

O plano de Beadle para mutar a Neurospora e procurar por deficiências nutricionais Ele e Tatum resolveram testar 5000 culturas antes de desistir da idéia. O sucesso veio com a ducentésima nonagésima nona cultura. Beadle e Tatum publicaram seus resultados em 1941 e dividiram o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1958.

Beadle era um chefe popular e muito admirado. Entusiasmado , prático e engraçado, nenhum trabalho era extremamente grande ou extremamente pequeno. Ele dirigiu a equipe tão bem quanto seus experimentos; e também cuidou do laboratório fazendo muitos dos pequenos reparos e equipamentos necessários.

Em 1945, Beadle aceitou a presidência da divisão de Biologia no Caltech, substituindo T.H. Morgan, que havia morrido. No período de 1961 a 1968, ele trabalhou como presidente da Universidade de Chicago. Depois da sua aposentadoria em 1969, Beadle dedicou-se novamente às pesquisas para tentar determinar a origem do milho. Em 1981, Beadle desenvolveu a doença de Alzheimer. Ele morreu em 1989, levando uma distinta carreira ao fim.

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