Corte de emissões de gás-estufa no agronegócio é novo desafio brasileiro

O escritor Antônio Callado, autor do magistral e meio esquecido romance “Quarup”, escreveu nos idos de 1970 que as riquezas da Amazônia repousavam num cofre fechado e que a chave para chegar a elas era a ciência. Quatro décadas depois, o cofre se encontra aberto – ou meio arrombado.
Neste mês em que se realiza a confer~encia do clima de Copenhague , não está claro ainda se da arca escancarada sairá um exemplo para o mundo – uma economia no rumo de se provar sustentável – ou a repetição do destino trágico dado à Mata Atlântica. A chave ainda é a ciência, mas ela também pode dar a partida no trator da agropecuária.
Só agora, após o anúncio as metas que o o governo federal leva a Copenhague começa a se tornar evidente o papel central do setor agrícola na contribuição da economia brasileira para o aquecimento global.

Quase um quarto das emissões nacionais de gases do efeito estufa (GEE) provém do campo. Isso em termos diretos, porque indiretamente a demanda da agropecuária por terras também impulsiona a maior bomba no hemisfério sul de gases que aquecem a atmosfera globalmente, o desmatamento, que responde por 52% dos GEE produzidos no território nacional.

Com a redução drástica do desmatamento nos últimos quatro anos – 2009 teve a menor área destruída em duas décadas, 7.000 km –, logo o Brasil terá de iniciar um esforço para conter suas outras emissões. E aí terá de prestar muita atenção ao setor agrícola.

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