COP 15: Mais uma farsa?

aqumento da temperatura média global, de 1850 a 2009

Malditos os que enganam os pequeninos em inteligência...

Notícia fresquinha:

** Minuta de acordo aproxima posições na cúpula em Copenhague
Ramón Santaularia. 11/12/2009 – 14h27

Copenhague, 11 dez (EFE).- Uma primeira minuta de acordo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e limitar o aumento da temperatura do planeta até 2050 aproximou as posições de negociação na cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), realizada em Copenhague.

O documento entregue hoje às delegações dos 192 países que participam da cúpula, que terminará em 18 de dezembro, prevê reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em até 95% em 2050 e limitar o aumento da temperatura entre 1,5 e 2 graus.

“Os países terão que cooperar para que um aumento da média global de temperatura na Terra não exceda valores entre 1,5 e 2 graus acima dos níveis pré-industriais”, afirma o texto.

A comunidade científica considera que esse meio grau centígrado de diferença levaria a medidas muito onerosas e, por isso, já foi motivo de fortes debates na conferência e de rejeição pelos países ricos.

Além disso, os países industrializados terão que reduzir as emissões de CO2 entre 75% e mais de 95% até 2050, comparado aos níveis de 1990, segundo a minuta.

No entanto, o documento não menciona o caráter vinculativo que deverá ter o documento final assinado na capital dinamarquesa, como afirmou hoje o chefe da delegação da União Europeia (UE) na conferência, Anders Turesson.

O representante da UE considerou a minuta animadora e a avaliou como ponto de partida, embora não reflita os mecanismos através dos quais será preciso limitar o aumento da temperatura em até 2 graus.

O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, em inglês), Yvo de Boer – responsável pelos preparativos da conferência -, disse que o documento representa “uma mudança de direção” nas negociações.
No entanto, De Boer advertiu que falta esclarecer até o fim de semana a questão do financiamento para os países em desenvolvimento, a fim de que se adaptem às consequências da mudança climática.

O secretário-executivo da UNFCCC disse que a reação das delegações oficiais em Copenhague à minuta “tinha sido construtiva”, e que todos tinham mostrado vontade de trabalhar com este texto, mas também indicou que houve “sérias reservas” a respeito, um aspecto que considerou normal em qualquer negociação.

A princípio, descartou a apresentação de novos textos da Presidência dinamarquesa neste fim de semana, quando chegarão os ministros do Meio Ambiente e altos funcionários oficiais, para entrar na fase final das negociações.

Nos últimos três dias da cúpula, mais de 100 chefes de Estado e de Governo ficarão responsáveis por finalizar um acordo vinculativo sobre a redução das emissões de CO2, que, se fracassar, levaria a continuar as negociações no próximo ano.

O documento provisório também solicita que “se coopere para conseguir que o teto das emissões globais e nacionais (antes de começarem a cair) seja alcançado o mais breve possível”.

Fontes de movimentos ambientalistas disseram à Agência Efe que o fato de não haver uma data concreta definida é muito negativo, já que, a princípio, o máximo deveria ser fixado em 2015 e a minuta omite isso.

Um apêndice do documento pede que as nações desenvolvidas “se comprometam” a reduzir os efeitos das emissões poluentes e solicita aos países em vias de desenvolvimento a adotar “medidas apropriadas” para mitigar a mudança climática, mas não estabelece que meios serão oferecidos para isso.

Segundo o documento, os países ricos devem oferecer recursos “novos e adicionais” até 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, assinado por 37 países industrializados, e que deverá ser substituído por um acordo vinculativo negociado em Copenhague ou depois. **

A piada das piadas é que o presidente Lula e sua turma vão chegar lá com pose de estadista perante os oportunistas do chamado primeiro mundo; mesmo depois de perdoar as multas de seus amigos desmatadores contumazes; não importa a que partido pertençam; pois isso é um mero detalhe de momento. Qual a porcentagem de donos das terras onde existe desmatamento que pertencem a políticos, sua prole, ou a prepostos (laranjas)?

Quem souber rezar que reze – Quem quiser dar a cara pra bater vá para as ruas bater panela.

Não vai dar tempo!
Caminhamos para mais um capítulo da grande farsa/comédia no trato das questões ambientais; tal e qual as anteriores. A única vantagem é que o tema está se tornando pop, embora não a ponto de trazer mudanças significativas; quanto mais impactantes; em tempo hábil – Apenas um exemplo: há uma proposta de se reduzir drasticamente o desmatamento até 2020 (opa! – já esticaram até 2050); mas, o detalhe é que conhecendo o perfil histórico de comportamento voraz por lucros dos mandatários que se alternam no poder e a inércia do povão das nações envolvidas na preservação das florestas tropicais e subtropicais; até a data prevista pouco haverá para desmatar – Pior, é a contrapartida da diminuição das emissões de CO2; pois, os poderosos e mandatários dos povos do chamado primeiro mundo são predadores e egocêntricos, o povão de lá só enxerga o próprio umbigo; e os chineses não são confiáveis; só para servir de exemplo. Uma esperança é que os políticos do mundo que ali se encontram enfrentarão eleições (onde elas existem e são democráticas) neste próximo ano.

Estamos “ferrados” como se diz no jargão popular; pois estamos na mão dos políticos e da tal de comunidade científica que desde imemoriáveis tempos sempre se colocou na posição de sabe tudo – lembram de quando a comunidade científica da época mandava para a fogueira as pessoas que diziam. Hoje essa turma de sabe tudo e não acerta quase nada colocou como meta o controle de 1,5 a 2 graus a variação de temperatura antes de desencadear algo efetivo: Faz me rir ou chorar?

Hoje muitos “entendidos em ecologia”; cientistas da hora usam com toda pose do mundo, como se fossem os bam bans do universo, o jargão: MITIGAÇÃO E ADAPTAÇÃO.

Resumindo a idéia dos donos do poder econômico, político e científico: Mitigar é tapar o sol com a peneira, garibar; esperar prá ver no que vai dar; aproveitar antes que acabe; deixar rolar enquanto está bom prá mim; fingir que ensina e fazer de conta que aprende; viver num mundo midiático de faz de conta achando que o mundo dos sonhos nunca vai acabar.

Vou usar da pobre e pouco científica paciência pessoal para ilustrar com minha experiência de trabalho, o que, provavelmente, nos aguarda.

Mitigação: É o que a chamada medicina oficial faz – ajudar mentes pobres a continuarem a agredir seu próprio corpo e morrer mais depressa. Resumindo: algo bem simplório do tipo: um sujeito adora comer pastel; mas, seu sábio corpo está sendo agredido e avisa a pobre mente que a escolha é indevida; apenas usando a linguagem que aparentemente ela mais usa: a dor – e deixa na CP o recado da azia; amargor na boca; dor de cabeça; mal estar – Mas a “científica” mente não atende e vai ao médico; que diagnostica solenemente: Você está com gastrite! – e receita a solução mágica – um remédio (olá mentes pobres que tomam omeprazol e similares como se fosse sobremesa); O que é esse remédio? – apenas uma autorização temporária para que a cobaia continue se agredindo até o desfecho final: vá para os…

Adaptação:
Somos seres com incrível capacidade de adaptação; mas, com a ajuda de nossa preguiça de pensar e a ação dos espertos; ela está esgotada. Exemplo: tenho recebido pacientes no consultório com graves crises de alergia ao usar o anti-alérgico que sempre tomou – Tipo: o sujeito apresenta uma crise de rinite (doença crônica) e toma o remédio que sempre usou e vai parar na UTI – Nossa capacidade de adaptação está esgotada.

Por Américo Canhoto

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