Médicos oferecem injeções para "aumentar o ponto G"

Enquanto alguns casais ainda se empenham para tentar encontrar o tal ponto G, que garantiria o prazer feminino na hora da penetração, alguns médicos propõem um atalho polêmico para se atingir finalmente o alvo.
A idéia é aplicar uma injeção intravaginal de colágeno para aumentar essa região e torná-la mais sensível.
Patenteada nos Estados Unidos como G-Shot, a injeção é mais conhecida no Brasil como a técnica que promove o aumento do ponto G – e está longe de ser popular. Poucos médicos admitem aplicar o procedimento que custa cerca de R$ 2,5 mil e que não é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
A aplicação do colágeno também não tem a aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso na cavidade interna da vagina, apenas para o preenchimento cutâneo, ou seja de lábios e rugas. Porém, por meio de sua assessoria, a Anvisa declarou que não pode interferir na ação dos médicos que indicam a técnica para as pacientes e que, portanto, devem se responsabilizar sobre as conseqüências.
Como funciona na prática
Uma anestesia é aplicada a 4cm da entrada do canal vaginal, na região superior (a região onde se encontra o tal ponto G), e, em seguida, é injetado o produto (cerca de 1cm3). A aplicação resulta em um leve aumento do local.
De acordo com os defensores da técnica, ao inflar o ponto G, a excitação teria maiores chances de acontecer.
Os que vão contra o procedimento, afirmam que consideram que o caminho para a satisfação sexual seja o autoconhecimento; que oponto G fica saliente por causa do estímulo sangüíneo que infla a região em decorrência da excitação e que a mulher que diz não ter esse ponto é porque nem excitada fica. O caminho é se conhecer, se tocar e, claro, dividir isso com o parceiro, esclarescem. Outros creditam o sucesso do método ao suporte psicológico que ele dá à mulher.
Uma pessoa que já experimentou diz que sentiu uma melhora significativa entre quatro paredes. “Estou me sentindo 100% realizada. Agora estou confiante”, disse. O procedimento, segundo esta pessoa, é praticamente indolor. “Senti apenas a picadinha da anestesia”, conta.
Os efeitos duram por cerca de um ano, depois disso o colágeno é absorvido pelo organismo, daí a necessidade de uma “recarga”. O único inconveniente da técnica é o resguardo sexual. A mulher deve ficar 15 dias sem ter relações sexuais para que o produto se fixe e o volume seja definido.
Mas, afinal, esse ponto realmente existe?
Segundo o médico alemão Ernst Gräfenberg – o primeiro a estudar em 1950 as diferenças do tecido da vaginal – sim. O “G”, aliás, é uma homenagem ao sobrenome do médico, e tanto o ponto quanto o termo “ponto G” foram reconhecido na década de 80. Essa região é mais sensível e, quando estimulada durante a penetração, pode se expandir até atingir o tamanho de uma pequena moeda. O resultado é um intenso orgasmo.
Leia também o post Obsessão do ponto G

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