Dieta saudável pode ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA

Estudo constata que uma dieta saudável e um regresso à agricultura tradicional podem ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA.

Estima-se que 19 por cento do total da energia utilizada nos EUA é consumida na produção e distribuição de alimentos. A energia norte-americana é, majoritariamente, de origem fóssil, cada vez mais cara e escassa, além de ser a principal fonte de emissão de carbono nos Estados Unidos.
No estudo “Reducing energy inputs in the US food system“, publicado na revista Human Ecology, David Pimentel e seus colegas da Universidade de Cornell, em Nova York, apresentam uma série de estratégias que poderiam cortar o consumo de energia fóssil utilização na produção e distribuição de alimentos em 50 por cento .
O primeiro argumento é que as pessoas comam menos, especialmente considerando que o americano médio consome um número estimado de 3747 calorias por dia, contra um consumo recomendado de 1200-1500 calorias. A alimentação do americano médio, é, tradicionalmente, baseada em dietas com quantidades elevadas de produtos de origem animal e de alimentos processados, que, pela sua natureza, utilizam mais energia do que a necessária para a produção de alimentos, como a batata, arroz, frutas e legumes.
Só pela redução de consumo de produtos de origem animal já teria um enorme impacto sobre o consumo de combustível, bem resultaria na melhora da sua saúde.
Outras economias são possíveis na produção de alimentos. Os autores sugerem que se produzam no sentido mais tradicional, a agricultura biológica ou agroecológica, métodos mais convencionais, que demandam menos energia. A seleção de culturas mais eficientes também reduziria a utilização de adubos e pesticidas, aumentando da utilização de estrume e observando as rotações de cultura, para a melhoria da eficiência energética.
Por último, as alterações dos métodos de processamento de alimentos, embalagem e distribuição também poderão ajudar a reduzir o consumo de combustível. Um produto processado, do campo ao consumo, percorre uma média de 2400 km antes de ser consumido.
Este estudo defende veementemente que o consumidor está na posição central para uma redução da utilização de energia. Como indivíduos, ao abraçar um estilo de vida “ecológico” , com a tomada de consciência das suas escolhas alimentares, podemos influenciar os recursos energéticos. Para isto basta comprar produtos locais e evitar alimentos processados, embalados e de qualidade nutricional inferior. Isto levaria a um ambiente mais limpo e a uma saúde melhor.

Projeto de transformação de lixo em energia pode ser estendido a todo o país

Pesquisadores da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) querem aumentar a eficiência energética da Usina Verde, que funciona desde 2004 na Ilha do Fundão, na zona norte da cidade. O objetivo é ampliar a capacidade de produção de energia da usina.

O projeto, da iniciativa privada, teve a parte de tecnologia aprimorada pela Coppe e trabalha com a incineração de lixo urbano, destruindo os gases causadores de efeito estufa na atmosfera, além de transformar em energia quase todos os resíduos sólidos recebidos. O pesquisador Luciano Basto, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG) da Coppe, coordenador do projeto Usina Verde, disse à Agência Brasil que a ideia é “tentar aumentar a escala e ajudar que se torne uma realidade no Brasil”.

Ele informou que a Usina Verde já faz isso em pequena escala. O sistema, porém, está capacitado para gerar o dobro de energia atual que é usada para autoconsumo. Com as 30 toneladas de lixo tratado que recebe por dia, provenientes do aterro sanitário da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) no Caju, a Usina Verde tem potência de 440 quilowatts (kW). Se funcionasse em tempo integral, isso representaria cerca de 3.500 megawatts/hora (MWh) por ano, o que seria suficiente para abastecer 1.500 residências.

Luciano Basto salientou que esse é um projeto piloto. Uma unidade comercial teria cinco vezes esse tamanho. Estimou que para 150 toneladas/dia de resíduos sólidos, poderia ser gerada energia suficiente para abastecer 8 mil residências.

Segundo o pesquisador, a ideia do grupo privado que administra a usina é desenvolver tecnologia para ser comercializada. A Coppe auxilia no processo. Esse tipo de unidade trabalha com três receitas: tratamento de lixo, comercialização de energia elétrica e térmica e créditos de carbono.

Nos últimos seis meses, a Usina Verde passou por uma auditoria do Bureau Veritas, escritório internacional de certificação, para se habilitar a receber créditos de carbono, isto é, bônus negociáveis em troca da não poluição do meio ambiente. Basto informou que durante esse período, a usina comprovou a redução de 2 mil toneladas de emissões de gás carbônico das 30 toneladas de lixo recebidas por dia. Isso dá uma média de meia tonelada de gás carbônico por tonelada de lixo tratado.

“Significa dizer que qualquer usina que venha a ser instalada pode pleitear créditos [de carbono]”. Basto lembrou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, definiu metas para redução das emissões na cidade, destacando transporte e lixo como áreas importantes de trabalho com essa finalidade. “Tratar o lixo, gerando eletricidade é uma forma de resolver três fontes de mitigação. Uma delas é o lixo. A outra é a queima de combustíveis fósseis para gerar eletricidade e a terceira é o diesel que se consome para transportar o lixo até os aterros”.

A Coppe presta assessoramento técnico a qualquer grupo privado que queira implementar usinas para incineração de lixo e transformação em energia, utilizando tecnologia limpa. O pesquisador destacou que existem mais de mil usinas desse tipo funcionando em todo o mundo. “Para se ter uma ideia, a geração elétrica a partir do lixo, em 2006, foi equivalente ao consumo de eletricidade pelo setor residencial brasileiro em 2007”.

Naquele ano, o consumo das famílias no Brasil atingiu 90 milhões de MWh. Basto explicou que a energia gerada a partir do lixo representa entre 3% e 4% das matrizes nacionais. “Mas todo o lixo que foi utilizado para gerar eletricidade no mundo em 2006 equivaleu ao que as residências brasileiras consumiram em 2007, o que é algo significativo”.

Luciano Basto espera que até o terceiro trimestre de 2010, o Centro Tecnológico da Coppe conclua o sistema de aumento de eficiência da Usina Verde, visando ao melhor aproveitamento do calor gerado, com menos investimentos. “Dispor de muito mais eletricidade. Então, passa a haver mais receita”, afirmou.

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Brasil desperdiça potencial econômico da biodiversidade


O Brasil se orgulha de ter a maior biodiversidade do planeta. Somadas as riquezas biológicas da Amazônia, cerrado, mata atlântica, Pantanal e caatinga, o País abriga mais espécies de plantas, animais, fungos e bactérias do que qualquer outro. Ótimo. Mas e daí? Para que serve essa biodiversidade? Quanto dessa riqueza biológica está sendo convertida em riqueza econômica e desenvolvimento para o País – além de render belas fotografias?
“Muito pouco” até agora, segundo especialistas consultados pelo Estado às vésperas da 61ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que começa hoje à noite em Manaus. As estatísticas mostram que o tão alardeado e cobiçado potencial econômico da biodiversidade brasileira ainda está longe de ser capitalizado a contento.
O Estado que serve de anfitrião para o evento ilustra bem isso – com um território gigantesco e 98% de sua cobertura vegetal original preservada, o Amazonas tem mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados de floresta tropical intacta, habitada por uma riqueza incalculável de espécies. Mas qual é a importância dessa biodiversidade na economia do Estado?
“Não tenho um número exato para te passar, mas é próximo de zero”, diz o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena. O Estado com a maior área de floresta tropical do mundo sobrevive da produção de motocicletas e aparelhos eletrônicos na Zona Franca de Manaus.
A importância da biodiversidade na pauta de exportações brasileira também é pequena e fragmentada. Muitos dos principais produtos do agronegócio não têm raízes na biodiversidade nacional. Soja, café, cana-de-açúcar, laranja, gado zebuíno – todas espécies exóticas, trazidas de outros continentes e adaptadas pelo esforço de cientistas e produtores rurais.
Entre os produtos “nativos” do Brasil, o que mais pesa na balança comercial é a madeira, com um efeito colateral gravíssimo, que é a destruição da floresta. Quebrar esse paradigma – encontrar maneiras de transformar riqueza biológica em riqueza econômica sem acabar com a biodiversidade no processo – é um dos maiores desafios da ciência na Amazônia. “Não queremos manter um santuário ecológico. Temos 25 milhões de pessoas na região que precisam sobreviver”, argumenta Sena. “Precisamos tirar proveito dessa biodiversidade, e para isso precisamos pesquisá-la, gerar conhecimento sobre ela.”
POTENCIAL IGNORADO
O primeiro desafio é simplesmente saber o que existe na floresta. Mais de 50 mil espécies de plantas e animais já foram catalogadas na Amazônia brasileira, mas os próprios cientistas estimam que isso representa, no máximo, 10% da biodiversidade real do bioma. Sem contar os microrganismos, de grande interesse para a indústria de biotecnologia, cuja variabilidade está na casa dos milhões.
Além de investir na descoberta de novos produtos – que podem ser desde uma molécula até uma fibra, uma essência, uma bactéria, um peixe ou uma árvore inteira -, é preciso focar esforços nas espécies já conhecidas, diz o pesquisador Alfredo Homma, economista da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém. “Há muitos produtos com potencial econômico na Amazônia que não recebem a devida atenção”, diz ele. “Biodiversidade não é só madeira, não é só a cura do câncer. Também é borracha, açaí, castanha, palmito, cacau.”
Os mercados da Amazônia estão abarrotados de produtos oriundos da natureza – frutas, fibras, óleos, ervas, peixes e uma infinidade de sabores e odores típicos da cultura regional. Mas são poucos os que atingem escala industrial. Mesmo exemplos de sucesso internacional, como o açaí e a castanha-do-pará, permanecem associados a sistemas extrativistas de baixo rendimento e pouco valor agregado. Na falta de tecnologia e de cadeias produtivas bem estruturadas, a região tem dificuldade para ir além do fornecimento de matéria-prima.
“Não é catando castanha e cortando seringa no meio do mato que vamos resolver o problema. Isso só funciona enquanto o mercado é pequeno. Precisamos de escala”, completa Homma, que será um dos 300 palestrantes da reunião da SBPC. “Vai chegar um momento em que a demanda do mercado vai superar o que a cadeia extrativista pode oferecer”, reforça Peter Mann de Toledo, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). “O que não pode acontecer é crescer achando que o extrativismo vai suprir a demanda do mundo. O crescimento tem de ser planejado, organizado, se não as pessoas vão começar a devastar a floresta para plantar açaí.”
A solução, segundo os pesquisadores, passa por um esforço intensivo de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial para agregar valor e qualidade aos produtos da floresta – de modo que possam ser explorados de forma não só sustentável, mas lucrativa.
“Várias vezes já descobrimos uma substância com potencial de uso mas abortamos o projeto porque a exploração não era sustentável. Precisávamos de muita planta para obter a quantidade de matéria-prima necessária”, conta Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade da empresa de cosméticos Natura. É nessas situações que a ciência precisa entrar em cena – em parceria com a indústria – para entender a ecologia das espécies, desenvolver métodos de cultivo ou até sintetizar as moléculas desejadas. “A pesquisa tem de ir além de descobrir o uso para alguma coisa, tem de ir até o manejo”, afirma Vaz.
O mesmo esforço que foi feito para desenvolver as indústrias da soja, da cana e de outras espécies exóticas precisa ser feito para os produtos nativos da Amazônia, dizem os pesquisadores. “Temos um desafio técnico-científico que é inescapável”, diz Antônio Galvão, diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O Pantanal (Brasil) e sua biodiversidade

Há mais de dez anos, o trabalho incansável dos biólogos ajuda a proteger aves que estão ameaçadas. É arrebatador. No coração da América do Sul, pulsa um paraíso natural. O Pantanal tem 200 mil quilômetros quadrados. A maior parte, mais de 140 mil quilômetros quadrados, está no Brasil, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
São caminhos que os pesquisadores Arnildo e Vali Pott conhecem bem. Em quase 30 anos, eles já identificaram cerca de duas mil plantas pantaneiras. O bioma tem espécies de diferentes regiões – como o mandacaru da caatinga, o cambará da Amazônia.
-“A semente é levada pelo vento”, comenta o engenheiro agrônomo Arnildo Pott.
Diversidade também no céu e nas árvores: mais de 400 espécies de aves, como cabeças-secas, tuiuiús, garças. Há mais de dez anos, o trabalho incansável dos biólogos ajuda a proteger as que estão ameaçadas.
A paisagem também guarda fenômenos intrigantes: lagoas de água salgada, onde nem jacaré vive. Nas margens, areia fina feito de praia. Diz a lenda que o Pantanal já foi o mar dos xaraés. Será?
“Mar não. Foi provavelmente um grande deserto”, diz o geólogo da USP Paulo Boggiani.
O geólogo e professor da USP, Paulo Boggiani, explica que o Pantanal é fruto das mudanças climáticas: “Provavelmente não tinha essa vegetação. Era toda essa areia se movimentando. Com a entrada de um clima um pouco mais úmido, por volta de cinco, seis mil anos atrás, a vegetação vai se colocando e segurando essa paisagem. Acho que isso é importante ressaltar: que essa paisagem se mantém em função da vegetação”.
Refúgio de 120 espécies de mamíferos. Bichos ameaçados pelo desmatamento – que se revela nas carvoarias. O que encanta no Pantanal é a capacidade da natureza de surpreender os visitantes. A paisagem muda a cada estação. O equilíbrio depende do sobe e desce das águas. Os ciclos de cheias e secas renovam a vida pantaneira todos os anos.
Mas mesmo esta incrível capacidade de renovação sofre com a pesca predatória e ilegal. A Embrapa já dispõe de um banco de sêmen de peixes nobres – uma garantia de repovoamento no futuro.
O Pantanal é lugar de gente corajosa, simples, que entende os sinais da natureza. Em 35 anos como peão pantaneiro, João viu a paisagem mudar: “Mudou bastante, principalmente a cheia, que em um tempo desses agora era época da cheia, agora está seco”.
Quem vive aqui conhece os contrastes, o que muito brasileiro não sabe é que o Pantanal tem dono: menos de 2% é de terras públicas.
Para pantaneiros tradicionais, abrir as porteiras ao turismo e ganhar dinheiro com preservação pode ser uma solução. O desafio de todos é manter a paisagem assim.

Nova espécie de camaleão é descoberta em boca de cobra

Uma equipe de cientistas descobriu uma nova espécie de camaleão em uma floresta da Tanzânia ao ver um deles quase sendo engolido por uma cobra.

Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo, disse que a cobra fugiu ao vê-lo, mas antes cuspiu o animal ainda vivo.

Comparando-o com outros dois camaleões semelhantes encontrados depois na mesma região, os cientistas constataram que se tratava de uma espécie até então desconhecida. A confirmação veio após análise genética dos animais.

Em um artigo publicado na revista especializada African Journal of Herpetology, eles batizaram o novo animal de Kynyongia magomberae, em homenagem à floresta de Magombera, onde foi encontrado.

Ameaçado

“As espécies de camaleão tendem a se concentrar em áreas pequenas e, infelizmente, o habitat do qual este novo animal depende – a floresta de Magombera – está ameaçado”, afirmou Marshall. “Esperamos que esta descoberta estimule os esforços para dar mais proteção a esta região e a outras próximas.”

Essa floresta da Tanzânia abriga ainda os macacos piliocolobus, que estão ameaçados de extinção.

Por causa da tática de camuflagem do camaleão, muitas espécies passam despercebidas pelos cientistas. Ainda assim, cerca de duas novas espécies do réptil são descobertas a cada ano no mundo.

“É maravilhoso encontrar uma nova espécie desta maneira”, disse Marshall ao jornal britânico The Daily Telegraph. “Eu trabalho na Tanzânia há 11 anos e identifiquei algumas novas espécies de árvores, mas encontrar um ser vertebrado é muito especial.”

Aquecimento global X resfriamento global


Em época na qual só se fala sobre aquecimento global, se fazem raras as pessoas que não escutam todos os dias sobre o aumento da temperatura, efeito estufa, os desastres naturais e o parecer do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC).
O IPCC, ganhador do prêmio Nobel da paz, é um organismo criado pela Organização das Nações Unidas com a participação de aproximadamente 3.000 cientistas de 131 países, e é tido como a principal autoridade científica sobre aquecimento global.
O painel afirma que o aumento do dióxido de carbono (CO²), originado pelo consumo exagerado de combustíveis fósseis, está esquentando o planeta e que, entre outras coisas, isso leva ao degelo nos pólos, o que causaria uma elevação do nível do mar e com isso a inundação de grandes áreas costeiras.
Várias teorias contrárias, entretanto, vêm surgindo desde a época de 1970, quando houve um suposto consenso científico sobre o resfriamento global. Estas se contrapõem ao que diz o IPCC.
As diversas teorias falam de um novo período glacial que está por vir, do efeito de resfriamento provocado pela poluição e pelo desmatamento, e também sobre a mudança climática ser cíclica e não impulsionada pela queima de combustíveis fósseis.
Luís Carlos Campos, jornalista, especializado em mudanças climáticas, lançou um livro em 2007 chamado Calor Glacial, que afirma que a Terra está à beira de uma nova era glacial, com base em pesquisas de milhares de cientistas, conferências e antecedentes precisos.
Campos afirmou que o motor da mudança climática, não seria o CO², mas a influência dos raios solares e cósmicos, que são fluxos de partículas carregados de alta energia, o que documenta com um escrito assinado por 17.800 cientistas, muitos deles representantes de renomadas instituições internacionais.
O jornalista diz que “há 580 milhões de anos, o CO² era de 120 mil partes por milhão devido às explosões vulcânicas, 350 vezes superior ao nível atual, e há cerca de 438 milhões de anos era 16 vezes maior do que agora!”.
Também em 2007, um Professor muito conceituado da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luís Carlos B. Molion, apontou em uma reunião da Agência Nacional de Águas sobre mudanças climáticas, que a superfície terrestre passa atualmente por um período interglacial – entre dois períodos em que fica coberta de gelo.
O professor lembrou a todos que houve quatro períodos anteriores como esse e as temperaturas eram mais elevadas, com níveis de gás carbônico menores. “Isso é sinal de que o gás carbônico não é responsável pelo aumento de temperatura. Muito pelo contrário: o que se percebe é que há um aumento da temperatura primeiro e, depois, a concentração de gás carbônico vai atrás”.
Molion que teve formação em Física pela Universidade de São Paulo (USP), doutorado em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutorado em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia (Inglaterra), além de uma passagem de 25 anos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), onde foi diretor, defende ainda que a quantidade de gás carbônico emitida pelo homem é três vezes menor que a de fluxos naturais da fotossíntese em florestas, oceanos e solos.
s pesquisadores Carlos Nobre e Thelma Krug, ambos membros do Inpe e do IPCC, ficaram inconformados ao ouvir as opiniões de Molion e disseram que não há como contestar a seriedade das conclusões dos estudos realizados pelo IPCC.
Um outro estudo realizado por pesquisadores franceses e norte-americanos e publicado no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas) mostrou que o desmatamento em escala global produz um claro efeito de resfriamento.
Os autores realizaram simulações de desmatamento utilizando um modelo global 3-D do ciclo de carbono e do clima, representando interações físicas e biogeoquímicas entre a terra, a atmosfera e o oceano.
Os pesquisadores não contestam que o desmatamento envia grandes quantidades de CO2 à atmosfera, exercendo uma influência de aquecimento no clima da Terra. No entanto, diz o estudo, os efeitos biofísicos do desmatamento – como mudanças no índice de refletividade da terra, evapotranspiração e cobertura de nuvens – também afetam o clima.
pesquisa indica que o efeito de resfriamento associado com mudanças na refletividade e na evapotranspiração sobrepõe-se ao efeito de aquecimento causado pelo ciclo de carbono e pelo desmatamento.
No início deste ano, especialistas em clima do Instituto de Estudos Espaciais Goddard da Nasa (Giss) revelaram que 2008 foi o ano mais frio no planeta do século 21, atingindo a temperatura média global de 14,3 graus centígrados de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO).
Os cientistas afirmam que o resfriamento relativo da Terra foi resultante da ação do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico. Mesmo assim, esta média permanece alta em comparação com as temperaturas das décadas anteriores, devido aos efeitos das mudanças climáticas.
A diferença de temperatura de um ano para outro pode não ser muito representativa. “O ranking tem significado científico em alguns casos, tais como quando um novo recorde é estabelecido”, disse o diretor do instituto, James Hansen a BBC Brasil. “Mas o ranking também pode ser enganoso porque a diferença em temperatura entre um ano e outro costuma ser menor do que as flutuações da média global.”
Além disso, mesmo apresentando a menor temperatura desde o ano 2000, a análise do Giss revelou que a temperatura do ar em 2008 foi 0,44 graus centígrados acima da temperatura média global do período entre 1951 e 1980 – usado como base no estudo, o classificando como o 9º ano mais quente entre os últimos 128 anos.
Uma matéria publicada recentemente na Folha de São Paulo mostrou uma pesquisa conduzida por Thomas Peterson, do Centro Nacional de Dados Climáticos dos EUA e como co-autores William Connoly, do Serviço Antártico Britânico, e Jon Fleck, do Albuquerque Journal, afirmando que o consenso científico de 1970 sobre resfriamento global foi apenas um mito apontado por céticos para criticar efeito estufa.
Peterson analisou dezenas de artigos científicos validados de 1965 a 1979 e descobriu que apenas sete apoiavam o resfriamento global, enquanto 44 previam aquecimento. Os outros 20 artigos analisados eram de opinião neutra.
“Uma revisão da literatura sugere que, ao contrário, até mesmo naquela época o aquecimento global dominava o pensamento dos cientistas sobre as forças mais importantes que moldavam o clima da Terra em escalas de tempo perceptíveis aos humanos.
”Relatórios científicos divulgados ao longo da última década, em especial os do IPCC, têm alertado, um após o outro, que as atividades humanas estão esquentando o planeta ao aumentarem as concentrações de gases de efeito estufa no ar.
“Os registros de temperatura que nós tínhamos na época mostravam um resfriamento muito agudo da década de 1940 até o meio da década de 1970?, afirma. “E os cientistas tentaram explicar aquilo como uma conseqüência da poluição [partículas de enxofre, principalmente] que impedia a radiação solar de chegar à superfície.”
“Naquela época, os cientistas achavam que o efeito resfriador da poluição era mais forte que o efeito de aquecimento do dióxido de carbono [o principal gás de efeito estufa]“, diz Peterson.
Seja Aquecimento, Resfriamento ou nenhum dos dois, como é possível conceituados pesquisadores concluírem de formas tão diferentes seus estudos sobre um mesmo assunto? Diante de tanta divergência científica qual lado você defende e quais os critérios que usa para se posicionar?
Veja a seguir um interessante documentário que contesta o aquecimento global e tire suas próprias conclusões.Em época na qual só se fala sobre aquecimento global, se fazem raras as pessoas que não escutam todos os dias sobre o aumento da temperatura, efeito estufa, os desastres naturais e o parecer do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC).
O IPCC, ganhador do prêmio Nobel da paz, é um organismo criado pela Organização das Nações Unidas com a participação de aproximadamente 3.000 cientistas de 131 países, e é tido como a principal autoridade científica sobre aquecimento global.
O painel afirma que o aumento do dióxido de carbono (CO²), originado pelo consumo exagerado de combustíveis fósseis, está esquentando o planeta e que, entre outras coisas, isso leva ao degelo nos pólos, o que causaria uma elevação do nível do mar e com isso a inundação de grandes áreas costeiras.
Várias teorias contrárias, entretanto, vêm surgindo desde a época de 1970, quando houve um suposto consenso científico sobre o resfriamento global. Estas se contrapõem ao que diz o IPCC.
As diversas teorias falam de um novo período glacial que está por vir, do efeito de resfriamento provocado pela poluição e pelo desmatamento, e também sobre a mudança climática ser cíclica e não impulsionada pela queima de combustíveis fósseis.
Luís Carlos Campos, jornalista, especializado em mudanças climáticas, lançou um livro em 2007 chamado Calor Glacial, que afirma que a Terra está à beira de uma nova era glacial, com base em pesquisas de milhares de cientistas, conferências e antecedentes precisos.
Campos afirmou que o motor da mudança climática, não seria o CO², mas a influência dos raios solares e cósmicos, que são fluxos de partículas carregados de alta energia, o que documenta com um escrito assinado por 17.800 cientistas, muitos deles representantes de renomadas instituições internacionais.
O jornalista diz que “há 580 milhões de anos, o CO² era de 120 mil partes por milhão devido às explosões vulcânicas, 350 vezes superior ao nível atual, e há cerca de 438 milhões de anos era 16 vezes maior do que agora!”.
Também em 2007, um Professor muito conceituado da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luís Carlos B. Molion, apontou em uma reunião da Agência Nacional de Águas sobre mudanças climáticas, que a superfície terrestre passa atualmente por um período interglacial – entre dois períodos em que fica coberta de gelo.
O professor lembrou a todos que houve quatro períodos anteriores como esse e as temperaturas eram mais elevadas, com níveis de gás carbônico menores. “Isso é sinal de que o gás carbônico não é responsável pelo aumento de temperatura. Muito pelo contrário: o que se percebe é que há um aumento da temperatura primeiro e, depois, a concentração de gás carbônico vai atrás”.
Molion que teve formação em Física pela Universidade de São Paulo (USP), doutorado em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutorado em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia (Inglaterra), além de uma passagem de 25 anos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), onde foi diretor, defende ainda que a quantidade de gás carbônico emitida pelo homem é três vezes menor que a de fluxos naturais da fotossíntese em florestas, oceanos e solos.
Os pesquisadores Carlos Nobre e Thelma Krug, ambos membros do Inpe e do IPCC, ficaram inconformados ao ouvir as opiniões de Molion e disseram que não há como contestar a seriedade das conclusões dos estudos realizados pelo IPCC.
Um outro estudo realizado por pesquisadores franceses e norte-americanos e publicado no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas) mostrou que o desmatamento em escala global produz um claro efeito de resfriamento.
Os autores realizaram simulações de desmatamento utilizando um modelo global 3-D do ciclo de carbono e do clima, representando interações físicas e biogeoquímicas entre a terra, a atmosfera e o oceano.
Os pesquisadores não contestam que o desmatamento envia grandes quantidades de CO2 à atmosfera, exercendo uma influência de aquecimento no clima da Terra. No entanto, diz o estudo, os efeitos biofísicos do desmatamento – como mudanças no índice de refletividade da terra, evapotranspiração e cobertura de nuvens – também afetam o clima.
A pesquisa indica que o efeito de resfriamento associado com mudanças na refletividade e na evapotranspiração sobrepõe-se ao efeito de aquecimento causado pelo ciclo de carbono e pelo desmatamento.
No início deste ano, especialistas em clima do Instituto de Estudos Espaciais Goddard da Nasa (Giss) revelaram que 2008 foi o ano mais frio no planeta do século 21, atingindo a temperatura média global de 14,3 graus centígrados de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO).
Os cientistas afirmam que o resfriamento relativo da Terra foi resultante da ação do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico. Mesmo assim, esta média permanece alta em comparação com as temperaturas das décadas anteriores, devido aos efeitos das mudanças climáticas.
A diferença de temperatura de um ano para outro pode não ser muito representativa. “O ranking tem significado científico em alguns casos, tais como quando um novo recorde é estabelecido”, disse o diretor do instituto, James Hansen a BBC Brasil. “Mas o ranking também pode ser enganoso porque a diferença em temperatura entre um ano e outro costuma ser menor do que as flutuações da média global.”
Além disso, mesmo apresentando a menor temperatura desde o ano 2000, a análise do Giss revelou que a temperatura do ar em 2008 foi 0,44 graus centígrados acima da temperatura média global do período entre 1951 e 1980 – usado como base no estudo, o classificando como o 9º ano mais quente entre os últimos 128 anos.
Uma matéria publicada recentemente na Folha de São Paulo mostrou uma pesquisa conduzida por Thomas Peterson, do Centro Nacional de Dados Climáticos dos EUA e como co-autores William Connoly, do Serviço Antártico Britânico, e Jon Fleck, do Albuquerque Journal, afirmando que o consenso científico de 1970 sobre resfriamento global foi apenas um mito apontado por céticos para criticar efeito estufa.
Peterson analisou dezenas de artigos científicos validados de 1965 a 1979 e descobriu que apenas sete apoiavam o resfriamento global, enquanto 44 previam aquecimento. Os outros 20 artigos analisados eram de opinião neutra.
“Uma revisão da literatura sugere que, ao contrário, até mesmo naquela época o aquecimento global dominava o pensamento dos cientistas sobre as forças mais importantes que moldavam o clima da Terra em escalas de tempo perceptíveis aos humanos.
”Relatórios científicos divulgados ao longo da última década, em especial os do IPCC, têm alertado, um após o outro, que as atividades humanas estão esquentando o planeta ao aumentarem as concentrações de gases de efeito estufa no ar.
“Os registros de temperatura que nós tínhamos na época mostravam um resfriamento muito agudo da década de 1940 até o meio da década de 1970?, afirma. “E os cientistas tentaram explicar aquilo como uma conseqüência da poluição [partículas de enxofre, principalmente] que impedia a radiação solar de chegar à superfície.”
“Naquela época, os cientistas achavam que o efeito resfriador da poluição era mais forte que o efeito de aquecimento do dióxido de carbono [o principal gás de efeito estufa]“, diz Peterson.
Seja Aquecimento, Resfriamento ou nenhum dos dois, como é possível conceituados pesquisadores concluírem de formas tão diferentes seus estudos sobre um mesmo assunto? Diante de tanta divergência científica qual lado você defende e quais os critérios que usa para se posicionar?
Veja a seguir um interessante documentário que contesta o aquecimento global e tire suas próprias conclusões.

Esgoto doméstico aumenta produtividade da cana-de-açúcar

Experimentos realizados numa área de cerca de 6 mil metros quadrados na cidade de Lins, interior de São Paulo, mostraram a viabilidade de utilização de efluentes de esgoto doméstico na irrigação de uma cultura experimental de cana-de-açúcar.

“O efluente foi retirado da estação de tratamento de esgoto da cidade. A irrigação com o líquido propiciou uma melhor produtividade da cultura, em relação ao manejo tradicional em que normalmente a plantação é adubada. A produção foi superior em cerca de 50%”, conta o engenheiro agrônomo Rafael Marques Pereira Leal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba.

Cuidados e monitoramento constante

As pesquisas tiveram início em 2005 quando uma equipe coordenada pelos professores Adolpho José Melfi e Célia Regina Montes realizou o plantio da cana e passou a irrigar a cultura com efluente de esgoto tratado.

Segundo Leal, o efluente de esgoto doméstico possui pouca contaminação de metais pesados. “No final do experimento é que constatamos um alto teor de sódio no efluente. Esses teores tendem a aumentar também no solo e, caso não seja manejado, podem ocasionar prejuízos ao solo e à planta,” lembra. “Apesar de propiciar maior produtividade em relação ao cultivo tradicional, a irrigação da cana-de-açúcar com efluente requer cuidados e monitoramentos constantes”, recomenda o engenheiro.

Filtros de areia

A área em que foram realizados os testes fica próxima à estação de tratamento de esgoto daquela cidade. O efluente foi bombeado à plantação após passar por um filtro de areia que reteve algumas partículas em suspensão que poderiam entupir o sistema de irrigação.

No período de monitoramento, os especialistas instalaram aparelhos chamados tensiômetros. “Esses equipamentos serviram para monitorar a umidade do solo. Ou seja, de acordo com a quantidade de água necessitada pela planta é que era feita a irrigação”, descreve Leal. No entanto, o engenheiro recomenda que este é um dos métodos que podem ser usados para a aplicação do efluente. “Uma outra forma que pode ser adotada é monitorando os nutrientes que chegam às plantas. Alguns deles em excesso podem prejudicar toda uma cultura.”

Nutrientes para a cultura

O efluente utilizado na irrigação continha além de água, nitrogênio, fósforo e potássio que são nutrientes importantes para a cultura. Normalmente, esse líquido é lançado em cursos d´água, o que pode ser danoso ao meio ambiente. Leal lembra que em outros países, principalmente os que possuem climas áridos, como por exemplo a Austrália e Israel, é comum a utilização de efluentes de esgoto na irrigação de diversas culturas. Mas em relação à cana-de-açúcar, ele não tem informação de experimentos semelhantes.

A colheita da cana irrigada com o efluente proveniente do esgoto foi realizada mais de um ano depois. “Usamos a cultura da cana denominada ‘cana de ano e meio’. Apesar de o tempo de colheita ter sido o mesmo, observamos que a produtividade foi maior em cerca de 50%”, conta.

De acordo com Leal, ainda serão necessários estudos que analisem a viabilidade econômica da aplicação de efluentes na irrigação da cana-de-açúcar. “Principalmente porque em alguns locais, com a impossibilidade de canalização do efluente, teríamos custos com o transporte do líquido.”