Agência espacial europeia lança satélite para medir salinidade de oceanos

Missão cumprida para os satélites SMOS e Proba II lançados em novembro 2009 da base russa de Plessetsk. Os dois engenhos vão estudar os oceanos e as radiações solares de forma a ajudar os cientistas a analisar as consequências do aquecimento global. O SMOS vai assim medir a salinidade dos oceanos e o nível de humidade do solo. Os sensores do satélite vão permitir construir uma nova cartografia dos solos terrestres até dois metros de profundidade, renovada a cada três dias e com uma resolução de até 43 km de extensão. A humidade é um dado essencial para melhorar as previsões meteorológicas e antecipar no futuro os riscos de seca e de inundações, mas que deverá ser útil para a agricultura, pesca e navegação marítima. É a primeira vez que os cientistas vão acompanhar a evolução da salinidade do mar e das correntes marítimas responsáveis pelos fenômenos climáticos terrestres. O satélite proba II deverá, por seu lado, analisar as radiações solares e a sua influência no clima espacial. O projecto da ESA (Agência Espacial Europeia) orçado em 315 milhões de euros colocou já em órbita um satélite para medir a gravidade terrestre e deverá lançar, em Fevereiro, um aparelho para medir a densidade dos gelos oceânicos.

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Língua detecta carbonação e acidez com mesmo receptor

Fora os sabores naturais e artificiais e os adoçantes, refrigerantes e outras bebidas gaseificadas têm um gosto gasoso marcante. É difícil descrever, mas você o sente quando pequenas bolhas de dióxido de carbono formigam na sua língua.

Cientistas costumavam acreditar que as bolhas, na verdade, causavam o gosto formigante da carbonação. Mas a ideia foi refutada por estudos em que as bebidas gaseificadas consumidas em um ambiente pressurizado, no qual as bolhas não se formam, produziram o mesmo gosto.

Assim o mistério da carbonação continuou, até agora. Em um artigo na Science, pesquisadores relatam que a carbonação é sentida na língua pelos mesmos receptores que detectam a acidez.

Jayaram Chandrashekar, da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), Charles S. Zuker, anteriormente vinculado à UCSD e agora na Universidade de Columbia, e colegas, usaram camundongos em seus estudos, implantando eletrodos em um nervo ligado às células receptoras gustativas da língua. Quando a língua era exposta a água gaseificada ou apenas CO2 gasoso, ocorria uma resposta mensurável no nervo.

Isso indicou que os receptores gustativos eram responsáveis pela reação. Mas existem receptores para cinco sabores: doce, ácido, salgado, amargo e umami (como o gosto da carne). Eles repetiram o experimento usando camundongos que haviam sido geneticamente modificados e não possuíam um tipo de receptor. Os que não tinham os receptores de acidez não reagiram à carbonação, indicando que tais receptores eram responsáveis pela resposta.

Os pesquisadores também estudaram os genes dos receptores de acidez e identificaram um, chamado Car4, que codifica uma enzima envolvida na percepção de dióxido de carbono do corpo. A enzima ajuda a converter CO2 em íons de bicarbonato e prótons livres. Segundo os pesquisadores, como o bicarbonato não estimula os receptores gustativos, os prótons são provavelmente os responsáveis.

Mas os pesquisadores observam que o dióxido de carbono não tem de fato um gosto ácido. Por isso, a percepção da carbonação pode também acabar envolvendo outros sentidos, incluindo o estímulo mecânico das bolhas de gás.

Tradução: Amy traduções
Fonte: Portal Terra

Cordão umbilical gera neurônios, afirma pesquisa da USP

Pais estão pagando caro para armazenar o sangue de dentro dos cordões umbilicais dos seus filhos, mas deveriam também armazenar o próprio cordão, que costuma ser descartado. Isso porque as células-tronco do cordão servem para formar neurônios, dizem agora cientistas brasileiros. Elas podem, um dia, servir para tratar lesões de medula ou o Parkinson.

“Células-tronco que formem tecido nervoso serão muito importantes. É o [tecido] mais difícil de repor. O ideal, então, seria guardar os dois, sangue e cordão”, diz Sérgio Verjovski-Almeida, biofísico da USP e coautor do estudo, a ser publicado no periódico “Stem Cell Reviews and Reports”.

Ele diz isso porque é longa a lista de aplicações na medicina que talvez surjam a partir dessas células-tronco do cordão. A mais sonhada é repor células neurais afetadas por traumatismos ou doenças ligadas ao tecido nervoso. Isso ajudaria inclusive paraplégicos ou tetraplégicos vítimas de acidentes.

Células de dentro

Os pesquisadores descobriram também que as células-tronco do sangue de dentro do cordão, por outro lado, serão boas para formar outros tipos de célula, como as dos ossos. Serviriam, portanto, para tratar outras doenças, como regenerar ossos fraturados.

Além disso, já se sabia há bastante tempo que essas células eram especialmente boas também para gerar novas células do sangue. Trata-se de sangue umbilical gerando sangue adulto, algo que acontece naturalmente, os cientistas nem precisam se esforçar. Tanto que, desde 1988, há gente recebendo, para tratar a leucemia, sangue transplantado que veio de cordões umbilicais.

Células-tronco do cordão umbilical e do sangue têm, portanto, utilizações diferentes.

Isso acontece porque as únicas células-tronco que podem se tornar qualquer tipo de célula especializada são as embrionárias. Basta pensar que um embrião, de fato, acaba virando um organismo completo.

As outras, mais “velhas”, já apresentam potencial maior para se tornar um tipo específico de células -perderam parte de sua “pluripotência”, ou capacidade de diferenciação.

Cientistas europeus anunciam a descoberta de 32 exoplanetas

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) anunciaram a descoberta de 32 novos exoplanetas orbitando em estrelas distantes em 19/10/09.

O que é mais importante, segundo o jornal norte-americano “The Washington Post”, é que os planetas foram encontrados em torno de uma variedade de estrelas, sugerindo que os planetas são comuns na nossa galáxia.

Os planetas gigantes, compostos de gases, foram encontrados orbitando em torno de estrelas “pobres em metal” (que carecem mais em elementos como hidrogênio e hélio do que outras), que até então eram considerados lugares inóspitos para a formação de planetas.

O primeiro exoplaneta foi encontrado em 1995. Com a descoberta do ESO, a contagem total de exoplanetas sobe para 400. O planeta cuja massa é mais baixa tem por volta de cinco vezes a massa da Terra. Os astrônomos esperam, algum dia, encontrar um planeta com massa e órbita semelhantes à da Terra –circundando uma estrela de modo que haja possibilidade de encontrar água em estado líquido na sua superfície.

Os astrônomos que anunciaram a descoberta de hoje usaram um espectrográfico para estudar possíveis planetas próximos às estrelas. O instrumento mede leves mudanças causadas na luz das estrelas devido à órbita de um planeta, que não pode ser observado diretamente.

Segundo o astrônomo Stephane Udry, da Universidade de Gênova, um novo instrumento está em desenvolvimento. Conhecido como Espectrográfico para Exoplanetas Rochosos e Observações Espectroscópicas Estáveis Echelle (Espresso, na sigla em inglês), “deve possibilitar a detecção de gêmeas da Terra em todos os tipos de estrelas solares, dentro de cinco ou dez anos”.

“Pessoalmente, estou convencido de que planetas estão em todos os lugares”, disse Udry.

Nasa critica Sony por site de filme sobre fim do mundo em 2012

Um cientista da Nasa (agência espacial norte-americana) condenou produtores de filmes da Sony, depois de uma campanha de marketing viral cujo teor sugeria que o mundo acabaria em 2012.

De acordo com o jornal britânico “The Daily Telegraph”, a Sony colocou no ar um site de uma organização chamada Instituto da Continuidade Humana, que “prevê” um cataclismo atingindo a Terra, daqui a três anos.

“Depois de duas décadas de pesquisa rigorosa dos melhores astrônonomos, matemáticos, geólogos, físicos engenheiros e futuristas, nós sabemos que, em 2012, uma série de forças cataclísmicas vão ocorrer no nosso planeta”, diz o site.

A página da Sony também dá detalhes sobre como as eleições para um líder mundial para pós-2012 aconteceriam, a partir do oferecimento de kits de sobrevivência e registrando pessoas em uma loteria para serem salvas.

O site promocional do filme “2012”, cujo enredo se baseia nas previsões feitas pelo calendário da civilização Maia, é estrelado por John Cusack e dirigido por Roland Emmerich (que está por trás de sucessos de bilheteria como “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã”). O filme também vai incluir cenas de um tsunami, um acidente de avião na Casa Branca e a cidade de Los Angeles sendo engolida pelo mar.

Ainda de acordo com o site, cientistas encontraram o desconhecido Planeta X, que fica à margem do Sistema Solar, e que está em rota de colisão com a Terra.

Mas o site fez sucesso após centenas de pessoas ficarem convencidas de que algo terrível vai acontecer com o planeta.

David Morrison, cientista sênior do Instituto de Astrobiologia da Nasa, disse que ele recebeu mais de 1.000 questionamentos de pessoas preocupadas com as informações divulgadas pelo site.

Nos remetentes das mensagens, de acordo com ele, estão inclusos adolescentes que relataram vontade de cometer suicídio antes que o mundo acabe. Morrison disse que o site é “eticamente incorreto”. Mas Vikki Luya, diretora publicitária da Sony, rebateu o cientista. “É muito claro que este site está conectado com um filme ficcional. Isso pode ser compreendido pela logomarca do site”, afirma ela.