Língua detecta carbonação e acidez com mesmo receptor

Fora os sabores naturais e artificiais e os adoçantes, refrigerantes e outras bebidas gaseificadas têm um gosto gasoso marcante. É difícil descrever, mas você o sente quando pequenas bolhas de dióxido de carbono formigam na sua língua.

Cientistas costumavam acreditar que as bolhas, na verdade, causavam o gosto formigante da carbonação. Mas a ideia foi refutada por estudos em que as bebidas gaseificadas consumidas em um ambiente pressurizado, no qual as bolhas não se formam, produziram o mesmo gosto.

Assim o mistério da carbonação continuou, até agora. Em um artigo na Science, pesquisadores relatam que a carbonação é sentida na língua pelos mesmos receptores que detectam a acidez.

Jayaram Chandrashekar, da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), Charles S. Zuker, anteriormente vinculado à UCSD e agora na Universidade de Columbia, e colegas, usaram camundongos em seus estudos, implantando eletrodos em um nervo ligado às células receptoras gustativas da língua. Quando a língua era exposta a água gaseificada ou apenas CO2 gasoso, ocorria uma resposta mensurável no nervo.

Isso indicou que os receptores gustativos eram responsáveis pela reação. Mas existem receptores para cinco sabores: doce, ácido, salgado, amargo e umami (como o gosto da carne). Eles repetiram o experimento usando camundongos que haviam sido geneticamente modificados e não possuíam um tipo de receptor. Os que não tinham os receptores de acidez não reagiram à carbonação, indicando que tais receptores eram responsáveis pela resposta.

Os pesquisadores também estudaram os genes dos receptores de acidez e identificaram um, chamado Car4, que codifica uma enzima envolvida na percepção de dióxido de carbono do corpo. A enzima ajuda a converter CO2 em íons de bicarbonato e prótons livres. Segundo os pesquisadores, como o bicarbonato não estimula os receptores gustativos, os prótons são provavelmente os responsáveis.

Mas os pesquisadores observam que o dióxido de carbono não tem de fato um gosto ácido. Por isso, a percepção da carbonação pode também acabar envolvendo outros sentidos, incluindo o estímulo mecânico das bolhas de gás.

Tradução: Amy traduções
Fonte: Portal Terra

Anúncios

Cordão umbilical gera neurônios, afirma pesquisa da USP

Pais estão pagando caro para armazenar o sangue de dentro dos cordões umbilicais dos seus filhos, mas deveriam também armazenar o próprio cordão, que costuma ser descartado. Isso porque as células-tronco do cordão servem para formar neurônios, dizem agora cientistas brasileiros. Elas podem, um dia, servir para tratar lesões de medula ou o Parkinson.

“Células-tronco que formem tecido nervoso serão muito importantes. É o [tecido] mais difícil de repor. O ideal, então, seria guardar os dois, sangue e cordão”, diz Sérgio Verjovski-Almeida, biofísico da USP e coautor do estudo, a ser publicado no periódico “Stem Cell Reviews and Reports”.

Ele diz isso porque é longa a lista de aplicações na medicina que talvez surjam a partir dessas células-tronco do cordão. A mais sonhada é repor células neurais afetadas por traumatismos ou doenças ligadas ao tecido nervoso. Isso ajudaria inclusive paraplégicos ou tetraplégicos vítimas de acidentes.

Células de dentro

Os pesquisadores descobriram também que as células-tronco do sangue de dentro do cordão, por outro lado, serão boas para formar outros tipos de célula, como as dos ossos. Serviriam, portanto, para tratar outras doenças, como regenerar ossos fraturados.

Além disso, já se sabia há bastante tempo que essas células eram especialmente boas também para gerar novas células do sangue. Trata-se de sangue umbilical gerando sangue adulto, algo que acontece naturalmente, os cientistas nem precisam se esforçar. Tanto que, desde 1988, há gente recebendo, para tratar a leucemia, sangue transplantado que veio de cordões umbilicais.

Células-tronco do cordão umbilical e do sangue têm, portanto, utilizações diferentes.

Isso acontece porque as únicas células-tronco que podem se tornar qualquer tipo de célula especializada são as embrionárias. Basta pensar que um embrião, de fato, acaba virando um organismo completo.

As outras, mais “velhas”, já apresentam potencial maior para se tornar um tipo específico de células -perderam parte de sua “pluripotência”, ou capacidade de diferenciação.

Cientistas encontram mais distante conglomerado de galáxias já visto

O conglomerado de galáxias JKCS041 localiza-se a por volta de 10,2 bilhões de anos-luz da Terra, e bate o recorde anterior de distância da Terra em quase 1 bilhão de anos-luz.

O conglomerado foi encontrado ao se combinar dados do Observatório Chandra de Raios-X da Nasa (agência espacial americana), do telescópio óptico Very Large Telescope (VLT) –no Chile, operado pelo Observatório Europeu do Sul– e do Digitized Sky Survey.

Sua imagem observada é referente a quando o Universo tinha cerca de um quarto da idade atual.

Conglomerados de galáxias são os maiores objetos do Universo unidos gravitacionalmente. Encontrar uma estrutura tão grande, vista em época tão antiga, pode revelar informações importantes sobre como o Universo se desenvolveu.

“Este objeto está próximo à distância limite que se esperava para um conglomerado de galáxias”, disse Stefano Andreon, do Instituto Nacional de Astrofísica (Inaf), em Milão, Itália.

O JKCS041 foi originalmente detectado em 2006, com observações do Telescópio de Infravermelho do Reino Unido (Ukirt). A distância até ele foi determinada por meio do Ukirt, do telescópio no Havaí de parceria Canadá-França-Havaí, além do Telescópio Espacial Spitzer da Nasa.

No entanto, os cientistas não tinham certeza se era um verdadeiro conglomerado de galáxias, o que foi confirmado com os dados do Observatório Chandra.

Cientistas europeus anunciam a descoberta de 32 exoplanetas

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) anunciaram a descoberta de 32 novos exoplanetas orbitando em estrelas distantes em 19/10/09.

O que é mais importante, segundo o jornal norte-americano “The Washington Post”, é que os planetas foram encontrados em torno de uma variedade de estrelas, sugerindo que os planetas são comuns na nossa galáxia.

Os planetas gigantes, compostos de gases, foram encontrados orbitando em torno de estrelas “pobres em metal” (que carecem mais em elementos como hidrogênio e hélio do que outras), que até então eram considerados lugares inóspitos para a formação de planetas.

O primeiro exoplaneta foi encontrado em 1995. Com a descoberta do ESO, a contagem total de exoplanetas sobe para 400. O planeta cuja massa é mais baixa tem por volta de cinco vezes a massa da Terra. Os astrônomos esperam, algum dia, encontrar um planeta com massa e órbita semelhantes à da Terra –circundando uma estrela de modo que haja possibilidade de encontrar água em estado líquido na sua superfície.

Os astrônomos que anunciaram a descoberta de hoje usaram um espectrográfico para estudar possíveis planetas próximos às estrelas. O instrumento mede leves mudanças causadas na luz das estrelas devido à órbita de um planeta, que não pode ser observado diretamente.

Segundo o astrônomo Stephane Udry, da Universidade de Gênova, um novo instrumento está em desenvolvimento. Conhecido como Espectrográfico para Exoplanetas Rochosos e Observações Espectroscópicas Estáveis Echelle (Espresso, na sigla em inglês), “deve possibilitar a detecção de gêmeas da Terra em todos os tipos de estrelas solares, dentro de cinco ou dez anos”.

“Pessoalmente, estou convencido de que planetas estão em todos os lugares”, disse Udry.

Gás venenoso faria bem em doses pequenas, diz pesquisa

São Paulo – Os Institutos Nacionais de Saúde, dos Estados Unidos, concederam bolsa de US$ 1,4 milhão (R$ 2,4 milhões) a uma pesquisa sobre possíveis efeitos benéficos do monóxido de carbono à saúde em doses diminutas. Experiências feitas com animais, como ratos e porcos, mostraram que a inalação do gás ajudou a diminuir a rejeição a órgãos transplantados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AE-AP

A estranha nuvem de Moscow

Uma nuvem muito estranha apareceu esta semana em Moscou na Rússia e esta fazendo muita gente achar que é um sinal divino, ou apenas montagem. Se for montagem, é muito intrigante e faz lembrar o filme Independence Day.
Contudo, pela foto ou vídeo podem ser tiradas algumas conclusões:
Fato-Não é fraude pois foi testemunhado pelos habitantes de Moscou.
Fato-Há uma enorme diferença de brilho, densidade e composição em relação as demais nuvens ao redor.
Fato-O interior do “círculo” é mais escuro e parece significar um escurecimento causado pelo “sugar de energias” como o de “ions” positivamente carregados.
Fato-As nuvens se movimentam à expressiva velocidade, sem perderem a característica circular, coisa praticamente impossível.
Fato-Não seria nada semelhante a uma “aurora boreal”, principalmente naquela região geográfica.
Fato-Não ,poderia ser nenhuma emanação de Metano, pois este já teria se incorporado ao ar e o Nitrogênio liberado naquela altitude, completamente dissipado a partir do ponto de origem e abaixo há uma estrada asfaltada, nenhum depósito de substâncias orgânicas em decomposição.
Fato-Ovelhas carbonizadas, tragédias que não param, aqui e no mundo, causadas por terremotos, Tsunamis, tufões e enchentes, nuvens estranhas…o que mais para abrirmos os olhos e percebermos que algo parece estar nos avisando sobre o pior que virá?
Acesse à reportagem sobre as ovelhas queimadas no portal terra.
Extraído do Blog Fator-Psi e compilado por Rejane Cardoso.
Tire suas próprias conclusões vendo o vídeo!

Sobreposição de fetos. Medicina, Ginecologia

A americana Julia Grovenburg, de Fort Smith, no Estado de Arkansas, está grávida de duas crianças geradas, aparentemente, em ocasiões diferentes, segundo informações da imprensa americana.

Julia, de 31 anos, descobriu que estava grávida e foi fazer uma ultrassonografia de rotina, na 11ª semana, quando descobriu que havia outra bolsa gestacional em seu útero, com um feto duas semanas e meia mais novo.

Segundo ela contou à imprensa americana, o susto foi tão grande que ela começou a se sentir mal. “Passamos três anos tentando engravidar, e nada. Não quisemos tomar remédios para fertilidade, porque não queríamos gêmeos. Deus acabou rindo por último”, disse Julia Grovenburg ao jornal New York Daily News.

Segundo os médicos, esse provavelmente é um caso de superfetação, quando a mulher concebe novamente, já estando grávida. Aparentemente, os casos são tão raros que não há quase literatura sobre o assunto na medicina.

Os médicos disseram que, como a mãe não fez exame do líquido amniótico, só será possível confirmar a hipótese quando os bebês nascerem e for possível realizar exames de cromossomos e metabolismo neles.

Biologicamente, a data prevista para o nascimento dos bebês é diferente, e a mais velha – uma menina – deveria nascer no fim de 2009 enquanto que seu irmão mais novo nasceria no início de 2010.

Os médicos afirmam que, se o intervalo entre as concepções fosse muito grande, poderia acarretar problemas para a criança mais nova, que nasceria prematura, mas neste caso, a diferença de apenas duas semanas e meia não deve ter grandes consequências.