Revoada de pássaros assusta moradores na Califórnia

Estorninhos europeus escureceram os céus em 11/1209 .
Cerca de 500 mil aves participaram das evoluções, disse especialista.

Moradores do condado de Sacramento, no estado americano da Califórnia, assustaram-se no fim da tarde de sexta-feira (11) com uma revoada de pássaros.
As aves formaram uma nuvem escura, com desenhos e manobras incríveis.

Motoristas chegaram a parar seus carros para acompanhar o fenômeno.
Segundo um especialista, tratava-se de estorninhos europeus, que costumam fazer as acrobacias no fim do dia. De acordo com ele, cerca de 500 mil aves participaram das “evoluções”.

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COP 15: Mais uma farsa?

aqumento da temperatura média global, de 1850 a 2009

Malditos os que enganam os pequeninos em inteligência...

Notícia fresquinha:

** Minuta de acordo aproxima posições na cúpula em Copenhague
Ramón Santaularia. 11/12/2009 – 14h27

Copenhague, 11 dez (EFE).- Uma primeira minuta de acordo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e limitar o aumento da temperatura do planeta até 2050 aproximou as posições de negociação na cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), realizada em Copenhague.

O documento entregue hoje às delegações dos 192 países que participam da cúpula, que terminará em 18 de dezembro, prevê reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em até 95% em 2050 e limitar o aumento da temperatura entre 1,5 e 2 graus.

“Os países terão que cooperar para que um aumento da média global de temperatura na Terra não exceda valores entre 1,5 e 2 graus acima dos níveis pré-industriais”, afirma o texto.

A comunidade científica considera que esse meio grau centígrado de diferença levaria a medidas muito onerosas e, por isso, já foi motivo de fortes debates na conferência e de rejeição pelos países ricos.

Além disso, os países industrializados terão que reduzir as emissões de CO2 entre 75% e mais de 95% até 2050, comparado aos níveis de 1990, segundo a minuta.

No entanto, o documento não menciona o caráter vinculativo que deverá ter o documento final assinado na capital dinamarquesa, como afirmou hoje o chefe da delegação da União Europeia (UE) na conferência, Anders Turesson.

O representante da UE considerou a minuta animadora e a avaliou como ponto de partida, embora não reflita os mecanismos através dos quais será preciso limitar o aumento da temperatura em até 2 graus.

O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, em inglês), Yvo de Boer – responsável pelos preparativos da conferência -, disse que o documento representa “uma mudança de direção” nas negociações.
No entanto, De Boer advertiu que falta esclarecer até o fim de semana a questão do financiamento para os países em desenvolvimento, a fim de que se adaptem às consequências da mudança climática.

O secretário-executivo da UNFCCC disse que a reação das delegações oficiais em Copenhague à minuta “tinha sido construtiva”, e que todos tinham mostrado vontade de trabalhar com este texto, mas também indicou que houve “sérias reservas” a respeito, um aspecto que considerou normal em qualquer negociação.

A princípio, descartou a apresentação de novos textos da Presidência dinamarquesa neste fim de semana, quando chegarão os ministros do Meio Ambiente e altos funcionários oficiais, para entrar na fase final das negociações.

Nos últimos três dias da cúpula, mais de 100 chefes de Estado e de Governo ficarão responsáveis por finalizar um acordo vinculativo sobre a redução das emissões de CO2, que, se fracassar, levaria a continuar as negociações no próximo ano.

O documento provisório também solicita que “se coopere para conseguir que o teto das emissões globais e nacionais (antes de começarem a cair) seja alcançado o mais breve possível”.

Fontes de movimentos ambientalistas disseram à Agência Efe que o fato de não haver uma data concreta definida é muito negativo, já que, a princípio, o máximo deveria ser fixado em 2015 e a minuta omite isso.

Um apêndice do documento pede que as nações desenvolvidas “se comprometam” a reduzir os efeitos das emissões poluentes e solicita aos países em vias de desenvolvimento a adotar “medidas apropriadas” para mitigar a mudança climática, mas não estabelece que meios serão oferecidos para isso.

Segundo o documento, os países ricos devem oferecer recursos “novos e adicionais” até 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, assinado por 37 países industrializados, e que deverá ser substituído por um acordo vinculativo negociado em Copenhague ou depois. **

A piada das piadas é que o presidente Lula e sua turma vão chegar lá com pose de estadista perante os oportunistas do chamado primeiro mundo; mesmo depois de perdoar as multas de seus amigos desmatadores contumazes; não importa a que partido pertençam; pois isso é um mero detalhe de momento. Qual a porcentagem de donos das terras onde existe desmatamento que pertencem a políticos, sua prole, ou a prepostos (laranjas)?

Quem souber rezar que reze – Quem quiser dar a cara pra bater vá para as ruas bater panela.

Não vai dar tempo!
Caminhamos para mais um capítulo da grande farsa/comédia no trato das questões ambientais; tal e qual as anteriores. A única vantagem é que o tema está se tornando pop, embora não a ponto de trazer mudanças significativas; quanto mais impactantes; em tempo hábil – Apenas um exemplo: há uma proposta de se reduzir drasticamente o desmatamento até 2020 (opa! – já esticaram até 2050); mas, o detalhe é que conhecendo o perfil histórico de comportamento voraz por lucros dos mandatários que se alternam no poder e a inércia do povão das nações envolvidas na preservação das florestas tropicais e subtropicais; até a data prevista pouco haverá para desmatar – Pior, é a contrapartida da diminuição das emissões de CO2; pois, os poderosos e mandatários dos povos do chamado primeiro mundo são predadores e egocêntricos, o povão de lá só enxerga o próprio umbigo; e os chineses não são confiáveis; só para servir de exemplo. Uma esperança é que os políticos do mundo que ali se encontram enfrentarão eleições (onde elas existem e são democráticas) neste próximo ano.

Estamos “ferrados” como se diz no jargão popular; pois estamos na mão dos políticos e da tal de comunidade científica que desde imemoriáveis tempos sempre se colocou na posição de sabe tudo – lembram de quando a comunidade científica da época mandava para a fogueira as pessoas que diziam. Hoje essa turma de sabe tudo e não acerta quase nada colocou como meta o controle de 1,5 a 2 graus a variação de temperatura antes de desencadear algo efetivo: Faz me rir ou chorar?

Hoje muitos “entendidos em ecologia”; cientistas da hora usam com toda pose do mundo, como se fossem os bam bans do universo, o jargão: MITIGAÇÃO E ADAPTAÇÃO.

Resumindo a idéia dos donos do poder econômico, político e científico: Mitigar é tapar o sol com a peneira, garibar; esperar prá ver no que vai dar; aproveitar antes que acabe; deixar rolar enquanto está bom prá mim; fingir que ensina e fazer de conta que aprende; viver num mundo midiático de faz de conta achando que o mundo dos sonhos nunca vai acabar.

Vou usar da pobre e pouco científica paciência pessoal para ilustrar com minha experiência de trabalho, o que, provavelmente, nos aguarda.

Mitigação: É o que a chamada medicina oficial faz – ajudar mentes pobres a continuarem a agredir seu próprio corpo e morrer mais depressa. Resumindo: algo bem simplório do tipo: um sujeito adora comer pastel; mas, seu sábio corpo está sendo agredido e avisa a pobre mente que a escolha é indevida; apenas usando a linguagem que aparentemente ela mais usa: a dor – e deixa na CP o recado da azia; amargor na boca; dor de cabeça; mal estar – Mas a “científica” mente não atende e vai ao médico; que diagnostica solenemente: Você está com gastrite! – e receita a solução mágica – um remédio (olá mentes pobres que tomam omeprazol e similares como se fosse sobremesa); O que é esse remédio? – apenas uma autorização temporária para que a cobaia continue se agredindo até o desfecho final: vá para os…

Adaptação:
Somos seres com incrível capacidade de adaptação; mas, com a ajuda de nossa preguiça de pensar e a ação dos espertos; ela está esgotada. Exemplo: tenho recebido pacientes no consultório com graves crises de alergia ao usar o anti-alérgico que sempre tomou – Tipo: o sujeito apresenta uma crise de rinite (doença crônica) e toma o remédio que sempre usou e vai parar na UTI – Nossa capacidade de adaptação está esgotada.

Por Américo Canhoto

Eistein e as abelhas- o fim da espécie humana.

Em tempos, Einstein terá dito que “Se as abelhas desaparecerem, ao homem restarão apenas quatro anos de vida”. Esta previsão catastrófica voltou à lembrança de todos, devido a um estudo bastante recente, feito por um conjunto de investigadores nos Estados Unidos. Isto porque a verdade é que está a verificar-se nos Estados Unidos o desaparecimento súbito de muitas comunidades de abelhas.
Os cientistas resolveram investigar o facto e acreditam que a origem do problema poderá estar nas radiações provocadas por telemóveis e outros aparelhos do género.
A má notícia é que o desaparecimento das abelhas, que começou nos Estados Unidos no último Outono, já se está a alastrar a vários países da Europa, incluindo Portugal. A verdade é que as abelhas são, cada vez mais, uma espécie quase em vias de extinção.
Segundos os investigadores, a radiação dos telefones móveis interfere com o sistema de navegação das abelhas e outros insectos, impossibilitando-as de encontrar o caminho de regresso à colmeia. O declínio das comunidades das abelhas ocorre então quando os habitantes da colmeia desaparecem subitamente, perdendo-se e nunca mais regressando às colmeias de origem, acabando por morrer.
Mais estranho ainda é que os parasitas e outras abelhas que costumam atacar o mel e o pólen deixado para trás quando a colmeia se desfaz, nestes casos, recusam-se a fazê-lo.
As explicações para este fenómeno estão por desvendar completamente, embora circulem várias teorias, desde o uso de pesticidas, ao aquecimento global, passando pelas culturas de organismos geneticamente modificados.
Investigadores alemães já tinham demonstrado, há uns anos, que o comportamento das abelhas se altera na proximidade das linhas de electricidade. Agora este estudo americano veio provar definitivamente que as abelhas se recusam a regressar à colmeia quando estão perto de telemóveis. A confirmar-se, este fenómeno terá implicações graves nas colheitas em todo o mundo, uma vez que a maioria das culturas precisa do processo de polinização realizado pelas abelhas. E os dados já são preocupantes: metade dos estados americanos já estão a ser afectados. E há já quem recorde as palavras de Einstein que afirmou que quando as abelhas desaparecerem de vez, aos homens restará apenas 4 anos de vida. Será este o fim anunciado da espécie humana?

Lixão x Aterro

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares e 52,8% dos municípios Brasileiros dispõe seus resíduos em lixões.

Você sabe a diferença entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário?

Um lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos – o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substancias contaminantes para o solo e para o lençol freático. Moscas, pássaros e ratos convivem com o lixo livremente no lixão a céu aberto, e pior ainda, crianças, adolescentes e adultos catam comida e materiais recicláveis para vender. No lixão o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as conseqüências ambientais e sociais negativas.

Já o aterro controlado é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila, e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventuamente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente.


Mas a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário que antes de iniciar a disposição do lixo teve o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD, encaminhados para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Depois desses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a estação de tratamento de efluentes. A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual.

Agência Ambiental dos EUA afirma que mudança climática é nociva à saúde

Declaração abre caminho para a redução de emissões com uma simples ordem do presidente Obama.

A chefe da agência de proteção ambiental americana, Lisa Jackson, deu a notícia em Copenhague: a agência terminou seu estudo sobre os efeitos dos gases que provocam aquecimento global sobre a saúde humana. Concluiu que são nocivos.
O mundo começou a respirar melhor: é que essa conclusão abre espaço para que o governo implemente leis de redução das emissões, sem precisar do Congresso – na legislação americana, o Congresso tem que aprovar tratados internacionais, mas é o presidente que deve garantir a saúde dos americanos.
O representante americano do Greenpeace, Damon Moglen, disse que o governo Obama está fazendo manobras para ter uma posição mais forte. Mas que neste ponto é impossível saber se vai agir em cima da nova conclusão, ou apenas está usando isso para pressionar o Senado a aprovar a lei de corte de emissões.
Alguma coisa os Estados Unidos vão ter que fazer se quiserem sair bem de Copenhague. Enquanto a Europa anuncia cortes de 20% das emissões até 2020, com base em 1990, os americanos prometem 17% sobre 2005 – o que comparado com 1990 é menos de 4%.
Andreas Calgren, ministro do ambiente da Suécia, país que ocupa a presidência interina da União Europeia, disse que será chocante se Obama chegar aqui sem avançar nessa proposta.
No centro de Copenhague, uma festa fazendo um trocadilho do nome da cidade com Hopenhague, “cidade da esperança”. Entre shows e um globo iluminado, principalmente os jovens da cidade se reúnem com uma mensagem tão forte quanto simples: “Queremos um mundo melhor para viver – só isso”.
O desenho desse mundo está sendo traçado em Copenhague, com base no rascunho feito em Bali, há dois anos. Foi um período de negociações intensas, mas chegou-se em Copenhague com tantas questões sem consenso que o Brasil, junto com os países em desenvolvimento, já aceitam que seja feito um acordo político, deixando a regulamentação para depois. Desde que o depois não passe do meio do ano que vem.

Um total de 193 países e um desafio: deter o aquecimento global. Começa hoje na cidade de Copenhague a COP-15.

Um total de 193 países e um desafio: deter o aquecimento global. Começa hoje na cidade de Copenhague a COP-15.

Existe otimismo. Mas também há receio de que um acordo global não seja assinado. Não dá para dizer que esse é um encontro mundial sem precedentes.

Tivemos outros dois: a ECO-92, no Rio de Janeiro, e a reunião de Kyoto, no Japão, em 1997. No primeiro encontro, os líderes admitiram que precisariam agir. No segundo, estabeleceram metas de redução de emissão de gases que causam o efeito estufa. Mas os maiores poluidores, Estados Unidos e China, não assinaram o protocolo.
De lá para cá, mais de uma década de cobranças, discussões, acusações. O Brasil não era obrigado, mas resolveu levar metas de redução de emissões de gases poluentes.

Ainda há muita controvérsia sobre até que pontos somos culpados pelas mudanças climáticas. Ou se a grande culpa é da própria natureza, que vive em constante mutação. Houve até, na semana passada, vazamento de e-mails trocados entre cientistas, dando conta de que os índices do aquecimento global teriam sido manipulados para causar impacto.

Polêmicas a parte, o fato é que a maioria dos cientistas está convencida de que não é hora de empurra-empurra. O importante é definir o que podemos fazer para mudar essa situação. Copenhague, capital da Dinamarca, é o centro dessas discussões nos próximos dias.
Copenhague, capital da ecologia: São 193 países, 15 mil representantes, entre políticos, ecologistas, ambientalistas, cientistas, mais de cinco mil jornalistas. No campo diplomático, o maior evento da Terra tem a missão de estipular as novas metas de emissão dos gases que provocam efeito estufa.
Não é fácil, nem barato. Na reunião também serão discutidas propostas de ajuda financeira para promover o crescimento econômico dos países pobres e em desenvolvimento. Países que precisam ter eficiência energética e usar tecnologias menos poluentes.
Outro assunto em pauta, um velho assunto, é o desmatamento das florestas nativas. E o Brasil tem papel importante.

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Cerrado, mesmo respondendo por 20% do PIB, está sob ameaça

O risco vem das lavouras e da pecuária que desde a década de 1970 avançam sobre a vegetação nativa. Menos de 3% do cerrado tem proteção legal.

A quinta reportagem da série especial sobre os biomas do Brasil mostra, nesta segunda-feira (7), as belezas e os problemas do cerrado, a savana brasileira.
Amanhece e aos poucos o sol desvenda toda a beleza do cerrado. A vegetação mostra que o cerrado não é um só, são muitos. Um dos tipos é o chamado de Campo Limpo, nele não há árvores, são só arbustos e capim. O que se destaca na paisagem são os cupinzeiros, alguns tão grandes que parecem esculturas que ultrapassam os dois metros de altura.
Mais adiante, o cenário já é outro, é a tal da biodiversidade. Só de insetos, são mais de 14 mil espécie. De plantas, a variedade é de 12 mil, aves: mais de 800, entre elas a ema, a maior do Brasil. Por todo lado, uma imensa variedade de plantas e bichos.
O cerrado já ocupou 23% do território brasileiro em 13 estados e no Distrito Federal, hoje quase metade da área original foi devastada, segundo o governo. A ameaça vem das lavouras e pecuária que desde a década de 1970 avançam sobre a vegetação nativa. Menos de 3% do cerrado tem proteção legal como o Parque Nacional das Emas, no sul de Goiás. As imagens de satélite mostram o que aconteceu em volta do parque, hoje uma ilha cercada de plantações por todos os lados.
O que o satélite vê lá de cima pode ser constatado com facilidade em terra. As lavouras, como a de milho, praticamente encostam na cerca de proteção do parque. Como a situação chegou a esse ponto? Uma das explicações está no desrespeito à lei. O código florestal determina que, nas regiões de cerrado, os proprietários rurais mantenham uma área de, no mínimo, 20% das fazendas com vegetação nativa, é a chamada reserva legal. Mas a maioria dos fazendeiros de todas as regiões do cerrado, simplesmente não cumpre a lei.
Há um ano, o Ibama e o Ministério Público Federal começaram um programa para regularizar a situação. Os proprietários rurais que se comprometerem a recompor a reserva legal ficam livres das multas.
“A receptividade vai acima dos 70% e muitos estão fazendo, inclusive, o convencimento dos seus vizinhos para que adentrem nesse processo de negociação que nós abrimos”, diz o superintendente do Ibama/GO, Ary Soares dos Santos.
A busca pelo equilíbrio é fundamental, mais de 20% do PIB brasileiro, a soma de tudo que é produzido pela economia do país, saem do cerrado. Um casal vive na prática a tentativa de conciliação. O fazendeiro Zilmar Lovatto queria aproveitar cada pedaço da terra para plantar.
“O objetivo é ganhar dinheiro na realidade. Você vem e desmata para produzir”, diz o fazendeiro.
Já a esposa Maria Otília Zardo é entusiasmada com o desmatamento. A reserva legal pode ter uso comercial com a venda de fruta, por exemplo: “Tem que ter o equilíbrio financeiro, se não vira utopia”.
Além do que se vê, quando o cerrado é desmatado, perde-se também o que está escondido. O cerrado é uma caixa d’água. Nele estão localizadas nascentes de importantes bacias do país como a do Rio São Francisco, do Pantanal e até da Amazônica. Um bom exemplo de como o cerrado pode ser usado sem ser destruído, quem dá é o empresário Clóvis José de Almeida. Anos atrás, quando estava desempregado, ele teve a ideia de fazer picolé de tudo qual é fruta do cerrado.
“Gabiroba, cagaida, mangaba, murici, araticum, saputá”, enumera Clóvis.
Deu tão certo que hoje já são três fábricas com 92 empregados: “Quem cuida do cerrado hoje, tem uma mina de ouro e diamante, porque a riqueza do cerrado é coisa incalculável” finaliza o empresário.

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