Dieta saudável pode ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA

Estudo constata que uma dieta saudável e um regresso à agricultura tradicional podem ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA.

Estima-se que 19 por cento do total da energia utilizada nos EUA é consumida na produção e distribuição de alimentos. A energia norte-americana é, majoritariamente, de origem fóssil, cada vez mais cara e escassa, além de ser a principal fonte de emissão de carbono nos Estados Unidos.
No estudo “Reducing energy inputs in the US food system“, publicado na revista Human Ecology, David Pimentel e seus colegas da Universidade de Cornell, em Nova York, apresentam uma série de estratégias que poderiam cortar o consumo de energia fóssil utilização na produção e distribuição de alimentos em 50 por cento .
O primeiro argumento é que as pessoas comam menos, especialmente considerando que o americano médio consome um número estimado de 3747 calorias por dia, contra um consumo recomendado de 1200-1500 calorias. A alimentação do americano médio, é, tradicionalmente, baseada em dietas com quantidades elevadas de produtos de origem animal e de alimentos processados, que, pela sua natureza, utilizam mais energia do que a necessária para a produção de alimentos, como a batata, arroz, frutas e legumes.
Só pela redução de consumo de produtos de origem animal já teria um enorme impacto sobre o consumo de combustível, bem resultaria na melhora da sua saúde.
Outras economias são possíveis na produção de alimentos. Os autores sugerem que se produzam no sentido mais tradicional, a agricultura biológica ou agroecológica, métodos mais convencionais, que demandam menos energia. A seleção de culturas mais eficientes também reduziria a utilização de adubos e pesticidas, aumentando da utilização de estrume e observando as rotações de cultura, para a melhoria da eficiência energética.
Por último, as alterações dos métodos de processamento de alimentos, embalagem e distribuição também poderão ajudar a reduzir o consumo de combustível. Um produto processado, do campo ao consumo, percorre uma média de 2400 km antes de ser consumido.
Este estudo defende veementemente que o consumidor está na posição central para uma redução da utilização de energia. Como indivíduos, ao abraçar um estilo de vida “ecológico” , com a tomada de consciência das suas escolhas alimentares, podemos influenciar os recursos energéticos. Para isto basta comprar produtos locais e evitar alimentos processados, embalados e de qualidade nutricional inferior. Isto levaria a um ambiente mais limpo e a uma saúde melhor.

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Amizade colorida

Unidos por uma aliança de benefício mútuo, o peixe-palhaço e sua anêmona hospedeira são as joias da coroa dos recifes de coral.


Ao decidir fazer um filme de animação infantil ambientado no mar e fiel às “verdadeiras leis da natureza”, Andrew Stanton tratou de procurar o peixe perfeito para ser seu personagem principal. Vasculhando livros de fotos da vida marinha, ele bateu os olhos numa imagem de dois peixes espiando de dentro de uma anêmona. “Fiquei impressionado”, conta ele. “Não fazia a menor ideia de que tipo de peixe eram eles, mas não conseguia tirar os olhos deles.” A imagem dos peixes em seu esconderijo natural captava com perfeição o mistério dos oceanos que ele desejava retratar. “E, já que o objetivo era entretenimento, o fato de serem chamados de peixes-palhaço não podia ser melhor! Quer coisa mais simpática do que esses peixinhos brincando de esconde-esconde com você?”

Assim nasceu uma estrela. Procurando Nemo, o filme da Pixar que Stanton escreveu e dirigiu, ganhou o Oscar de melhor filme de animação em 2003 e continua a ter um dos maiores faturamentos do cinema, com receitas que já superaram os 850 milhões de dólares. Nemo, um peixe-palhaço da espécie Amphiprion percula, apresentou às crianças do mundo um fabuloso sistema tropical: os recifes de coral e seus habitantes.

O peixe-palhaço deve seu nome às cores chamativas de seu corpo, em geral divididas por nítidas linhas brancas ou pretas, como a maquiagem de um palhaço de circo. Ver o dardejante vaivém de peixes-palhaço na touceira de tentáculos de uma anêmona é como ver borboletas esvoaçando em torno de um arbusto florido num prado arejado pela brisa: fascinante.

Vinte e nove espécies dele vivem em recifes do leste da África à Polinésia Francesa e do Japão ao leste da Austrália. A maior diversidade está concentrada na costa setentrional de Nova Guiné, no mar de Bismarck (em que é possível ver sete espécies em um único recife). Em uma viagem recente a Fiji, o pesquisador Gerald Allen descobriu a 29ª espécie, Amphiprion barberi. Foi a sétima que descobriu na vida, somando-se às quase 500 de peixes de coral já descritas por ele. “Ainda fico empolgado quando encontro algo novo”, diz. “O A. barberi é um belíssimo palhaço laranja e vermelho, como uma brasa no recife.”

Os cientistas e aquaristas também chamam o palhaço de peixe-da-anêmona, pois ele não pode sobreviver sem uma anêmona hospedeira, cujos tentáculos urticantes protegem o peixe e suas ovas dos intrusos. Das quase mil espécies de anêmona, apenas dez abrigam peixes-palhaço. Como eles evitam as ferroadas da anêmona é um mistério, mas uma camada de muco – que o peixe deve adquirir depois de tocar pela primeira vez nos tentáculos de uma anêmona – talvez lhes ofereça proteção. “É uma substância viscosa que inibe o disparo de células urticantes pela anêmona”, explica Allen. “Se você observar um peixe-da-anêmona se aproximar de uma, verá que vai tocando nela bem de leve. Eles precisam fazer contato para desencadear o processo químico.” Assim protegido, o palhaço torna-se, na prática, uma extensão da anêmona: uma camada adicional de defesa contra peixes comedores de anêmonas. O que é bom para o peixe-palhaço é bom para a anêmona. E vice-versa.

O palhaço passa a vida inteira com sua anêmona hospedeira e é raro que se afaste dela mais que alguns metros. Ele desova duas vezes por mês na superfície dura mais próxima, oculta pela base carnosa da anêmona, e protege agressivamente os embriões em desenvolvimento. Pouco depois de eclodir do ovo, ele deixa-se levar pela água até a superfície, onde permanece por uma ou duas semanas como uma minúscula larva transparente. Metamorfoseia-se então em um peixe com menos de 1 centímetro de comprimento e desce até o recife. Se o jovem não encontrar nenhuma anêmona e não se aclimatizar à nova vida em um ou dois dias, morrerá.

Dez ou mais peixes-palhaço da mesma espécie, de juvenis a adultos maduros com até 15 centímetros de comprimento, podem ocupar a mesma anêmona – Allen já viu até 30 espécimes de Stichodactyla haddoni. Eles comem plâncton, algas e criaturas minúsculas, como os copépodes. Na natureza, em que são predados por garoupas ou moreias, raramente vivem além de sete a dez anos, mas na segurança do cativeiro podem chegar a idades muito mais avançadas. Meu vizinho tem um Nemo de 25 anos ainda bem espertinho, que vinha morder meu dedo quando eu era menino e limpava seu aquário.

Nem todos os peixes-palhaço se tornam adultos sexualmente maduros. Existe uma hierarquia estrita entre os ocupantes de cada anêmona, que abriga apenas um par dominante por vez. A fêmea é a maior da “família”, seguida pelo macho e pelos adolescentes. Um par maduro assegura sua dominância perseguindo os juvenis, estressando-os e reduzindo sua energia para procurar comida. “Especialmente no período da corte ocorrem muitas perseguições pelo par dominante”, diz Allen. A fêmea, para lembrar ao macho quem é que manda, de vez em quando lhe aplica umas mordidas nas nadadeiras.

O uso do amido na produção de Bioplásticos

Devido ao seu baixo custo e alta disponibilidade, o amido tem sido bastante estudado no sentido de ser modificado ou misturado com outras substâncias químicas para melhoramento de sua processabilidade, formando uma familia bastante versátil de bioplásticos.
O amido tem sido extrudado em extrusoras simples ou de dupla rosca com plastificantes.A temperatura e o cisalhamento imprimidos à massa produzem uma desestruturação das cadeias de amido, um rearranjo intermolecular ocorre, dando origem a um material termoplástico denominado amido desestruturado ou gelatinizado.
Para melhoramentos de suas propriedades, os amidos também tem sido modificados por métodos químicos, no sentido de se substituir parte das -OH das cadeias de amilose e amilopectina por grupos de eter ou éster, produzindo amidos modificados.
A Novamont da Itália e o maior produtor de bioplásticos que utiliza o amido como matéria-prima, tendo a capacidade instalaa de 50.000t/ano, produzindo diversas grades de polimeros para várias aplicações sob o nome comercial de Mater-Bi.Muitas outras empresas utilizam-se também desta tecnologia oferecendo vários tipos de produtos destacando-se os filmes de recobrimentos

Brasil desperdiça potencial econômico da biodiversidade


O Brasil se orgulha de ter a maior biodiversidade do planeta. Somadas as riquezas biológicas da Amazônia, cerrado, mata atlântica, Pantanal e caatinga, o País abriga mais espécies de plantas, animais, fungos e bactérias do que qualquer outro. Ótimo. Mas e daí? Para que serve essa biodiversidade? Quanto dessa riqueza biológica está sendo convertida em riqueza econômica e desenvolvimento para o País – além de render belas fotografias?
“Muito pouco” até agora, segundo especialistas consultados pelo Estado às vésperas da 61ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que começa hoje à noite em Manaus. As estatísticas mostram que o tão alardeado e cobiçado potencial econômico da biodiversidade brasileira ainda está longe de ser capitalizado a contento.
O Estado que serve de anfitrião para o evento ilustra bem isso – com um território gigantesco e 98% de sua cobertura vegetal original preservada, o Amazonas tem mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados de floresta tropical intacta, habitada por uma riqueza incalculável de espécies. Mas qual é a importância dessa biodiversidade na economia do Estado?
“Não tenho um número exato para te passar, mas é próximo de zero”, diz o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena. O Estado com a maior área de floresta tropical do mundo sobrevive da produção de motocicletas e aparelhos eletrônicos na Zona Franca de Manaus.
A importância da biodiversidade na pauta de exportações brasileira também é pequena e fragmentada. Muitos dos principais produtos do agronegócio não têm raízes na biodiversidade nacional. Soja, café, cana-de-açúcar, laranja, gado zebuíno – todas espécies exóticas, trazidas de outros continentes e adaptadas pelo esforço de cientistas e produtores rurais.
Entre os produtos “nativos” do Brasil, o que mais pesa na balança comercial é a madeira, com um efeito colateral gravíssimo, que é a destruição da floresta. Quebrar esse paradigma – encontrar maneiras de transformar riqueza biológica em riqueza econômica sem acabar com a biodiversidade no processo – é um dos maiores desafios da ciência na Amazônia. “Não queremos manter um santuário ecológico. Temos 25 milhões de pessoas na região que precisam sobreviver”, argumenta Sena. “Precisamos tirar proveito dessa biodiversidade, e para isso precisamos pesquisá-la, gerar conhecimento sobre ela.”
POTENCIAL IGNORADO
O primeiro desafio é simplesmente saber o que existe na floresta. Mais de 50 mil espécies de plantas e animais já foram catalogadas na Amazônia brasileira, mas os próprios cientistas estimam que isso representa, no máximo, 10% da biodiversidade real do bioma. Sem contar os microrganismos, de grande interesse para a indústria de biotecnologia, cuja variabilidade está na casa dos milhões.
Além de investir na descoberta de novos produtos – que podem ser desde uma molécula até uma fibra, uma essência, uma bactéria, um peixe ou uma árvore inteira -, é preciso focar esforços nas espécies já conhecidas, diz o pesquisador Alfredo Homma, economista da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém. “Há muitos produtos com potencial econômico na Amazônia que não recebem a devida atenção”, diz ele. “Biodiversidade não é só madeira, não é só a cura do câncer. Também é borracha, açaí, castanha, palmito, cacau.”
Os mercados da Amazônia estão abarrotados de produtos oriundos da natureza – frutas, fibras, óleos, ervas, peixes e uma infinidade de sabores e odores típicos da cultura regional. Mas são poucos os que atingem escala industrial. Mesmo exemplos de sucesso internacional, como o açaí e a castanha-do-pará, permanecem associados a sistemas extrativistas de baixo rendimento e pouco valor agregado. Na falta de tecnologia e de cadeias produtivas bem estruturadas, a região tem dificuldade para ir além do fornecimento de matéria-prima.
“Não é catando castanha e cortando seringa no meio do mato que vamos resolver o problema. Isso só funciona enquanto o mercado é pequeno. Precisamos de escala”, completa Homma, que será um dos 300 palestrantes da reunião da SBPC. “Vai chegar um momento em que a demanda do mercado vai superar o que a cadeia extrativista pode oferecer”, reforça Peter Mann de Toledo, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). “O que não pode acontecer é crescer achando que o extrativismo vai suprir a demanda do mundo. O crescimento tem de ser planejado, organizado, se não as pessoas vão começar a devastar a floresta para plantar açaí.”
A solução, segundo os pesquisadores, passa por um esforço intensivo de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial para agregar valor e qualidade aos produtos da floresta – de modo que possam ser explorados de forma não só sustentável, mas lucrativa.
“Várias vezes já descobrimos uma substância com potencial de uso mas abortamos o projeto porque a exploração não era sustentável. Precisávamos de muita planta para obter a quantidade de matéria-prima necessária”, conta Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade da empresa de cosméticos Natura. É nessas situações que a ciência precisa entrar em cena – em parceria com a indústria – para entender a ecologia das espécies, desenvolver métodos de cultivo ou até sintetizar as moléculas desejadas. “A pesquisa tem de ir além de descobrir o uso para alguma coisa, tem de ir até o manejo”, afirma Vaz.
O mesmo esforço que foi feito para desenvolver as indústrias da soja, da cana e de outras espécies exóticas precisa ser feito para os produtos nativos da Amazônia, dizem os pesquisadores. “Temos um desafio técnico-científico que é inescapável”, diz Antônio Galvão, diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

mpacto do metano no clima é maior do que se pensava

O efeito do gás metano no processo do aquecimento global foi subestimado, segundo um estudo realizado por cientistas americanos que sugere que os modelos e os controles atuais das emissões deveriam ser revisados.

O professor Drew Shindell, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (agência espacial americana), dirigiu o estudo, cuja conclusão principal é que o impacto do metano na temperatura global é 30% maior do que se pensava até o momento.

O problema, segundo Shindell, é que as estimativas feitas até agora não levaram em conta a interação do metano com os aerossóis. Quando este efeito indireto é incluído, uma tonelada de metano multiplica por 33 – e não por 25 como se pensava – o efeito do aquecimento da atmosfera que tem uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), em um período de 100 anos.

Em declarações ao jornal britânico The Times, o cientista ressaltou a importância de adotar medidas que permitam frear as emissões de metano, procedentes principalmente da pecuária, do cultivo de arroz e das explorações de carvão e de gás natural.

Calcula-se que o metano é o segundo gás que agrava o efeito estufa com maior impacto no aquecimento global, atrás do CO2, e responsável por um quinto do aumento das temperaturas.

A vantagem sobre as emissões de CO2 é que o metano se decompõe muito mais facilmente, por isso o efeito das medidas para combatê-lo seria notado com maior rapidez. Shindell ressaltou que este tema deve ter uma grande importância na cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que será realizada em Copenhague em dezembro.

“Para as mudanças do clima a longo prazo, é impossível prever os efeitos do CO2. É o problema principal e dura centenas de anos, mas se tivéssemos um esforço voltado a fazer frente a outros gases poderíamos ter um impacto muito grande a curto prazo”, disse o cientista da Nasa, ao The Times.

Shindell teve sua pesquisa publicada na revista Science, em um artigo no qual também sugere a possibilidade de que as previsões sobre os efeitos da mudança climática sejam otimistas demais. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, publicado em 2007, estima que a temperatura do planeta aumentará entre 1,1 e 6,4 graus Celsius no século XXI.

Fonte: EFE

Descoberto fungo que faz biodegradação de garrafas PET

A aluna da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Kethlen Rose Inácio da Silva desenvolveu um processo para a degradação de garrafas à base de polietileno tereftalato (PET) por meio de fungos.

Fungos da degradação

O trabalho de pesquisa sobre a biodegradabilidade de polímeros sintéticos por ação de microorganismos conhecidos como “basidiomicetos de podridão branca”, cultivados em resíduos agroindustriais com diferentes fermentações está condensado na tese de Mestrada da estudante.

Esses fungos têm sido objeto de diversos estudos, por conta de sua capacidade de degradação de materiais.

“Foram utilizadas duas linhagens de fungos Pleurotus sp, que são encontrados naturalmente nas matas brasileiras crescendo sobre madeiras, da qual retiram nutrientes”, disse Kethlen à Agência FAPESP. “Os fungos Pleurotus sp estão também amplamente distribuídos pelo sul e pela área central da Europa e também pelo norte da África.”

Biodegradação de polímeros

A bióloga utilizou uma técnica conhecida como planejamento experimental com o objetivo de chegar a uma condição adequada para a biodegradação dos polímeros. O estudo foi orientado pela professora Lúcia Regina Durrant, do Departamento de Ciências de Alimentos da FEA.

“O planejamento experimental, utilizado pela primeira vez em laboratório para esse fim, possibilitou a realização de um estudo preliminar em que foi possível avaliar a interferência de diversas variáveis no processo de biodegradação dos polímeros, como os níveis de fermentação, tempo de reação e temperatura ideal, levando assim às melhores condições para a biodegradação do PET”, explicou Kethlen.

“A maioria dos pesquisadores que estuda o assunto utiliza a técnica de tentativa e erro. A utilização do planejamento experimental e a análise de fatores que poderiam interferir no processo foram o grande diferencial desse estudo”, conta Kethlen, que iniciará doutoramento no Laboratório de Sistemática e Fisiologia Microbiana da Unicamp.

Biodegradação das garrafas PET

Para chegar à condição ótima para a degradação dos polímeros, ela teve que descobrir ainda detalhes sobre as atividades enzimáticas ligninolíticas dos fungos e quantificar a sua perda de massa, além de analisar as taxas de biodegradação do PET.

Segundo a bióloga, um resultado relevante do trabalho é que, dentre todas as condições estudadas, a fermentação semi-sólida foi a mais adequada para a biodegradação desses polímeros usados desde a década de 1970, especialmente em embalagens.

“Os microorganismos cresceram em condições muito semelhantes ao seu habitat natural, tornando-os capazes de produzir enzimas e metabólitos que não seriam produzidos em outros tipos de fermentação”, explicou.

Fungos comedores de plástico

Foram realizados mais de 600 ensaios para verificar a interferência dos fungos na biodegradação dos polímeros. “A fermentação semi-sólida apresentou bons resultados durante a maioria dos ensaios estudados, com expressiva produção de enzimas lignocelulolíticas e de biosurfactantes, além de alterações na estrutura e na viscosidade dos polímeros”, apontou.

“Além disso, as duas linhagens lignocelulolíticas utilizadas no estudo demonstraram ter capacidade de se desenvolver em meios contendo fontes de carbono sintético e de difícil degradação”, disse Kethlen. As duas linhagens fúngicas de Pleurotus sp foram cultivadas juntamente com polímeros de garrafa PET sob fermentação semi-sólida e incubados em estufa a 30 ºC durante até 90 dias.

O problema das garrafas PET

Os resultados do trabalho de pesquisa representam nova contribuição para problemas envolvendo o PET, uma vez que sua reciclagem demanda grande consumo de água e energia, além de promover a geração de resíduos sólidos, emissões atmosféricas e efluentes líquidos.

“Estudamos uma nova metodologia em laboratório e conseguimos definir uma condição adequada para a biodegradação das garrafas PET, que, quando depositadas no ambiente, entopem os sistemas de coleta de esgoto gerando inundações locais, além de apresentar riscos pela queima indevida que resulta em emanações tóxicas na atmosfera”, disse Kethlen.

“É importante destacar que outros estudos são necessários para atestar a eficiência desse processo que acaba de ser desenvolvido”, destacou. A bióloga ressalta que na cidade de São Paulo os plásticos são o segundo elemento mais encontrado no lixo, correspondendo a cerca de 23% do peso total dos resíduos encaminhados para os aterros sanitários, parcela importante considerando-se que o plástico é um elemento leve e de grande volume.

Uso sustentável da energia


Os prejuízos ambientais provocados por ações humanas tornaram-se uma das principais preocupações da sociedade atual. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância desse tema, a Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS) lançou, em setembro último, o projeto denominado Uso Sustentável de Energia (USE), que envolverá campanha de conscientização, capacitação de técnicos-administrativos e professores de todas as unidades acadêmicas, elaboração do Manual de economia de energia e de uma página virtual. A iniciativa inclui também uma série de projetos, como o do telhado verde, em que as tradicionais telhas para cobrir casas e edificações são substituídas por uma camada de vegetação.
O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e membro da USE Márcio D’Avila adverte que determinar qual o melhor modelo de telhado a ser usado exige a análise de vários aspectos. “Estamos pesquisando diversas espécies de plantas”, conta. “É importante que elas resistam bem aos períodos de estiagem. As flores também são interessantes para atrair a fauna, como os insetos polinizadores (que aumentam a capacidade das plantas de se reproduzir com mais eficiência)”, diz, lembrando que o substrato (composição da terra), o nível de retenção da água da chuva e o peso que cada estrutura arquitetônica precisa suportar são outros itens a serem considerados.
Da telha para o telhado verde
Para mostrar quais os benefícios de substituir a telha comum pelo telhado verde, a Prefeitura Universitária, a Divisão de Obras, a FAU e o Museu de Ciências e Tecnologia (MCT) da PUCRS desenvolveram três protótipos, cada um deles com diferentes tipos de telhado: o verde, o de fibrocimento e o de zinco.
Segundo D’Avila, com o telhado verde, a temperatura interna da casa permaneceu mais constante. “A cobertura vegetal evita, por exemplo, o surgimento de ilhas de calor nos centros urbanos. Em dias quentes, geralmente evitamos permanecer em locais onde a superfície é composta por materiais que retêm o calor gerado pelos raios solares, como o asfalto, o concreto, entre outros. Já o telhado verde diminui essa retenção de calor”, compara.
Redução dos gastos de energia
Um dos objetivos do USE é reduzir os gastos com a energia elétrica no campus central da universidade. Para isso, o comitê responsável pelo projeto – formado pelas faculdades de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia, além da Prefeitura Universitária e da Divisão de Obras – verifica o consumo em todos os prédios. O diretor do MCT, professor Emilio Jeckel Neto, lembra que o telhado verde reduziu os gastos com o ar-condicionado, pela maior eficiência do equipamento em um ambiente com temperatura estável.
A pesquisa, iniciada em novembro do ano passado, envolve hoje um grande número de unidades acadêmicas. A previsão do comitê é que, nos próximos seis meses, as primeiras experiências com o telhado verde sejam estendidas a todos os prédios do campus. Os prejuízos ambientais provocados por ações humanas tornaram-se uma das principais preocupações da sociedade atual. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância desse tema, a Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS) lançou, em setembro último, o projeto denominado Uso Sustentável de Energia (USE), que envolverá campanha de conscientização, capacitação de técnicos-administrativos e professores de todas as unidades acadêmicas, elaboração do Manual de economia de energia e de uma página virtual. A iniciativa inclui também uma série de projetos, como o do telhado verde, em que as tradicionais telhas para cobrir casas e edificações são substituídas por uma camada de vegetação.

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e membro da USE Márcio D’Avila adverte que determinar qual o melhor modelo de telhado a ser usado exige a análise de vários aspectos. “Estamos pesquisando diversas espécies de plantas”, conta. “É importante que elas resistam bem aos períodos de estiagem. As flores também são interessantes para atrair a fauna, como os insetos polinizadores (que aumentam a capacidade das plantas de se reproduzir com mais eficiência)”, diz, lembrando que o substrato (composição da terra), o nível de retenção da água da chuva e o peso que cada estrutura arquitetônica precisa suportar são outros itens a serem considerados.
Da telha para o telhado verde
Para mostrar quais os benefícios de substituir a telha comum pelo telhado verde, a Prefeitura Universitária, a Divisão de Obras, a FAU e o Museu de Ciências e Tecnologia (MCT) da PUCRS desenvolveram três protótipos, cada um deles com diferentes tipos de telhado: o verde, o de fibrocimento e o de zinco.
Segundo D’Avila, com o telhado verde, a temperatura interna da casa permaneceu mais constante. “A cobertura vegetal evita, por exemplo, o surgimento de ilhas de calor nos centros urbanos. Em dias quentes, geralmente evitamos permanecer em locais onde a superfície é composta por materiais que retêm o calor gerado pelos raios solares, como o asfalto, o concreto, entre outros. Já o telhado verde diminui essa retenção de calor”, compara.
Redução dos gastos de energia
Um dos objetivos do USE é reduzir os gastos com a energia elétrica no campus central da universidade. Para isso, o comitê responsável pelo projeto – formado pelas faculdades de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia, além da Prefeitura Universitária e da Divisão de Obras – verifica o consumo em todos os prédios. O diretor do MCT, professor Emilio Jeckel Neto, lembra que o telhado verde reduziu os gastos com o ar-condicionado, pela maior eficiência do equipamento em um ambiente com temperatura estável.
A pesquisa, iniciada em novembro do ano passado, envolve hoje um grande número de unidades acadêmicas. A previsão do comitê é que, nos próximos seis meses, as primeiras experiências com o telhado verde sejam estendidas a todos os prédios do campus.
Fonte: Ciência Hoje- Outubro