Estudo revela que Floresta Amazônica pode estar absorvendo menos carbono

Segundo estudo apresentado nesta segunda-feira (26/10/09), a Floresta Amazônica pode estar absorvendo menos carbono do que se acreditava. Segundo o pesquisador Júlio Tota, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Inpa, e do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), a absorção acontece em escala bem menor do que acreditava a comunidade internacional.
As constatações foram defendidas pelo pesquisador em sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente. Ele comparou o monitoramento das trocas gasosas entre a biosfera e a atmosfera na região amazônica feitas por duas torres do Programa LBA, com um trabalho paralelo de monitoramento, desenvolvido por ele durante seis anos.
Tota instalou equipamentos complementares ao redor das torres, que ficam em dois pontos distintos da floresta, uma em Santarém (PA), e outra em Manaus. Segundo dados da assessoria de comunicação, as torres medem os fluxos verticais de vapor de água, energia e gás carbônico. O equipamento do pesquisador monitora também o escoamento vertical.
De acordo com o pesquisador, sua metodologia minimiza incertezas, ao avaliar o fluxo horizontal, principalmente em locais com declives e vales, como na região de Manaus.
“A simples existência deste novo processo levam a ser questionáveis as estimativas de grande absorção de gás carbônico reportadas por estudos já realizados na Amazônia sobre as trocas de gás carbônico entre a biosfera e a atmosfera”, afirmou Tota.

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Mudanças de hábitos podem reduzir até 20%, por ano, as emissões de gases

Mudar os hábitos em casa para diminuir a poluição no planeta. Será que dá resultado? Segundo um estudo publicado na revista da Academia de Ciência, nos Estados Unidos, as ações individuais são muito mais eficazes do que se imaginava.
Pesquisadores descobriram que se fossem adotadas em larga escala, poderiam reduzir em até 20%, por ano, as emissões de gases.
O estudo propõe 17 medidas. A maioria a gente já sabe. O desafio é colocar em prática em casa e também no carro, com custo quase zero.
Entre as ações estão ajuste de equipamento de ar condicionado e calefação, uso de geladeiras com certificação (que consomem menos), dar preferência a secar roupas ao ar livre em vez de usar máquinas de secar, optar por televisores de LCD no lugar de aparelhos de plasma, evitar deixar aparelhos em modo stand by.
No carro, o estudo sugere trocas regulares de óleo e manutenção da pressão dos pneus, além de ações ao volante, como moderação na velocidade e redução de manobras bruscas, como freadas desnecessárias, que aumentam o consumo de combustível. Atitudes como oferecer carona também são encorajadas.

Consequências do aquecimento global / global warming / heating biology / ecology


Especialistas estimam que a elevação do mar em 2 metros seja inevitável.

A maioria dos cientistas espera um aquecimento do planeta de pelo menos 2º C, provavelmente mais
Uma elevação de pelo menos dois metros no nível dos oceanos é praticamente inevitável, disseram especialistas numa conferência realizada na Universidade Oxford, em 29/09/09.
“O ponto da questão do nível do mar é que ele começa muito devagar, mas uma vez que tenha ganhado impulso, é praticamente impossível de deter”, disse o especialista Stefan Rahmstorf, do Instituto Potsdam da Alemanha. Reportagem da Agência Reuters.
Planalto tibetano: temperatura sobe acima da temperatura global


O degelo no topo do mundo – Ao falar na Organização das Nações Unidas esta semana, o presidente Hu Jintao da China declarou que seu país “reconhece totalmente a importância e a urgência para lidar com a mudança climática”. Como deveria. A China está começando a perceber que tem muito a perder com o dióxido de carbono que o mundo emite despreocupadamente na atmosfera da Terra. Reportagem de Orville Schell, The New York Times.
Mudanças climáticas: Diagnósticos graves na rota de Copenhague
Há umas duas semanas, um vendaval arrastou ou fez ruir dez casas na aldeia waurá, no Alto Xingu. Muitas pessoas ficaram feridas, duas mulheres gravemente. Embora surpresos com o ineditismo de um vendaval naquela área, os waurás iniciaram imediatamente a reconstrução das casas, agora preocupados em torná-las mais resistentes. O vendaval é consequência do desmatamento em todo o entorno do Parque do Xingu, pelo plantio da soja e implantação de pastos: o vento forte não encontra mais resistência, atrito, e chega a áreas aonde nunca chegara.

Ecologia: Biocombustíveis e emissão de CO2

O cultivo de plantas para biocombustíveis pode gerar mais CO2 que evitar, diz estudo.

Cultivar vegetais para produção de biocombustíveis em terras que antes eram ocupadas por florestas ou pradarias gera muitas mais emissões de dióxido de carbono (CO2) que as que permite evitar a substituição de hidrocarbonetos, segundo um estudo da Agência do Meio Ambiente e do Controle da Energia da França (Ademe, na sigla em francês).

O balanço em termo de emissões de CO2 pode ser “catastrófico”, de duas a quatro vezes mais que com o recurso aos carburantes de origem fóssil, sobretudo quando se destrói florestas tropicais para produzir óleo de palma, indicam os autores deste relatório dedicado à primeira geração de biocombustíveis. A razão é que para obter esse óleo de palma que se cultiva por exemplo na Indonésia, não só se geram gases do efeito estufa, mas previamente causou o desmatamento de uma mata que previamente contribuía para a absorção de CO2, com algo similar acontecendo com as pradarias.

Os autores deste estudo, que se tornou público com meses de atraso, submeteram a exame os principais biocombustíveis comercializados na França para, à margem do citado impacto da substituição de solos, estabelecer para cada um deles o saldo das emissões se for comparado com as geradas com hidrocarbonetos. O resultado é que o etanol obtido com cana-de-açúcar é o mais eficiente em termos ambientais, já que gera 90% menos de gases do efeito estufa que a gasolina. Sua elaboração, além disso, mobiliza em torno de 80% da energia que proporciona.

O bioetanol de milho, de trigo e de beterraba, assim como o biodiesel de colza e de soja apresentam um balanço correto, com uma redução de emissões em torno de 60%-80% em relação aos combustíveis fósseis que substituem e uma economia energética em sua elaboração entre 50% e 80%. No entanto, o ETBE, um etanol obtido da beterraba, do trigo ou do milho representa lucro energético de apenas 20%, abaixo dos requerimentos europeus.

De acordo com a direção europeia sobre as energias renováveis, para poder ser compatibilizado como útil em termos ambientais, um biocarburante deverá representar uma redução de CO2 de 35% em 2010 e de 50% em 2013. O relatório foi divulgado um dia depois que o Governo francês anunciou um plano impulsionado pela própria Ademe para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração para 2015.