Novas espécies em tempos de extinção/ New species in an age of extinctions

Uma reportagem publicada recentemente no jornal norte-americano New York Times informa que novas espécies de animais e plantas estão sendo descobertas em diversos cantos do planeta. Até então desconhecidas pela ciência, certas espécies de aves, anfíbios, mamíferos e insetos foram encontradas nos últimos anos por cientistas em Nova Guiné, Ilhas Salomão, Quênia, Sulawesi, Bolívia, Equador, Índia, Tanzânia e também aqui no Brasil. Boa parte dos animais permanece ainda sem nome científico.
A reportagem esclarece que a mais recente lista de mamíferos presentes do mundo foi publicada em 2005 com cerca de 5.400 espécies. Desde então, 400 novos mamíferos já foram acrescentados à relação. Entre eles, um pequeno macaco encontrado  na Amazônia.
Os cientistas acreditam que o fenômeno das descobertas está relacionado á atual facilidade de acesso a determindas localidades do planeta. Muitas regiões eram anteriormente “impenetráveis”, o que dificultava o andamento das pesquisas científicas. As mudanças climáticas também provocaram modificações no comportamento dos animais e os deixaram mais “visíveis” ao olhar humano.
New Creatures in an Age of Extinctions, reportagem do NYT, em inglês.
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Espécies de água doce são as mais ameaçadas de extinção/ Freshwater species are more endangered

Animais e plantas vivendo em rios e lagos são os mais ameaçados da Terra, devido ao colapso de ecossistemas, afirmaram cientistas neste domingo (11/10/09). Eles pediram a criação de uma nova parceria entre governo e a comunidade científica para ajudar a combater extinções causadas pela poluição, aumento de cidades e a expansão da agricultura para alimentar a crescente população, o aquecimento global e espécies invasoras.
Governos de todo mundo haviam firmado um acordo para redução da extinção de todas as espécies até 2010, durante a cúpula de 2002, em Johanesburgo.
As taxas de extinção de espécies em água doce são “de quatro a seis vezes mais altas do que em habitats marinhos ou terrestres.” Peixes, sapos, crocodilos e tartarugas estão entre as espécies de água doce ameaçados.
“A meta de 2010 não será atingida”, disse Hal Mooney, professor da Universidade de Stanford e presidente da Diversitas.
Diversitas vai se reunir com mais de 600 especialistas na Cidade do Cabo, na África do Sul, entre 13 e 16 de outubro, para discutir maneiras de proteger a biodiversidade.
Barragens, irrigação e mudanças climáticas que devem perturbar o ciclo de chuvas estão prejudicando habitats de água doce. Canais permitem que plantas, peixes e outras espécies e doenças cheguem a novas regiões.
Até 2025, alguns especialistas prevêem que nem um único rio chinês vai chegar ao mar exceto durante enchentes, com efeitos tremendos para a indústria de peixes da China, disse a Diversitas.