Pesquisa aponta o ‘calcanhar de Aquiles’ do vírus da nova gripe

Antioxidante pode ser a chave para prevenção de danos no pulmão.
Objetivo é que estudo facilite o desenvolvimento de medicamentos.

Enquanto os países lidam com a falta de vacinas contra o vírus da Influenza A (H1N1), pesquisadores encontraram o que dizem ser o ‘calcanhar de Aquiles’ de todas as cepas da gripe: os antioxidantes.

Em artigo publicado na edição de novembro da “FASEB Journal”, revista da Federação Americana das Sociedades de Biologia Experimental, o grupo de pesquisadores mostra que os antioxidantes – as mesmas substâncias encontradas em plantas e comidas – podem ser a chave para a prevenção dos danos causados pelo vírus no pulmão.

“A recente epidemia da nova gripe e a rapidez com que o vírus se espalhou pelo mundo mostra a necessidade de entendermos melhor como o vírus ataca os pulmões e encontrarmos tratamentos”, diz Sadis Matalon, um dos autores do estudo. “Adicionalmente, nossos pesquisadores mostraram que os antioxidantes podem ser benéficos no tratamento da nova gripe.”

Os pesquisadores mostram no trabalho que o vírus danifica o pulmão por meio da proteína M2, que ataca as células. Especificamente, a M2 rompe as células epiteliais do pulmão, responsáveis pela retirada de líquido de dentro do órgão, abrindo caminho para a pneumonia e outras doenças.

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Gripe suína mata mais rápido pessoas saudáveis, diz estudo

Um estudo preliminar sobre as mortes por causa da gripe suína na Argentina mostrou que as pessoas saudáveis que contraíram o vírus morreram em período de tempo mais curto que os pacientes que apresentavam doenças preexistentes, informou neste domingo a imprensa local.

A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Saúde da Argentina e especialistas de seis sociedades científicas, com metade das 585 mortes contabilizadas oficialmente no país por causa do vírus A (H1N1).

O estudo determinou que as pessoas sem outras doenças prévias morreram em prazos mais curtos, de até dois dias, a respeito dos que já apresentavam alguma outra doença antes de contrair o vírus da gripe A.

Segundo a epidemiologista Ana María Balanzat, da Direção de Epidemiologia do Ministério da Saúde, não está claro a que se deve esta diferença, se é por algum comportamento desconhecido do A (H1N1) ou a que as pessoas com doenças crônicas estão mais atentas à saúde e vão antes aos centros médicos.

Em declarações publicadas hoje pelo jornal Perfil, de Buenos Aires, Balanzat destacou também que o estudo revelou que a gripe A atingiu em alta proporção crianças de até 9 anos e adultos de entre 50 e 59 anos, “o que não aconteceu em nenhum lugar do mundo até agora”.

Além disso, Balanzat disse que foi detectado um “excessivo” uso de corticoides em 74% dos casos, “muito superior aos outros países”.

EFE