Pesquisa aponta o ‘calcanhar de Aquiles’ do vírus da nova gripe

Antioxidante pode ser a chave para prevenção de danos no pulmão.
Objetivo é que estudo facilite o desenvolvimento de medicamentos.

Enquanto os países lidam com a falta de vacinas contra o vírus da Influenza A (H1N1), pesquisadores encontraram o que dizem ser o ‘calcanhar de Aquiles’ de todas as cepas da gripe: os antioxidantes.

Em artigo publicado na edição de novembro da “FASEB Journal”, revista da Federação Americana das Sociedades de Biologia Experimental, o grupo de pesquisadores mostra que os antioxidantes – as mesmas substâncias encontradas em plantas e comidas – podem ser a chave para a prevenção dos danos causados pelo vírus no pulmão.

“A recente epidemia da nova gripe e a rapidez com que o vírus se espalhou pelo mundo mostra a necessidade de entendermos melhor como o vírus ataca os pulmões e encontrarmos tratamentos”, diz Sadis Matalon, um dos autores do estudo. “Adicionalmente, nossos pesquisadores mostraram que os antioxidantes podem ser benéficos no tratamento da nova gripe.”

Os pesquisadores mostram no trabalho que o vírus danifica o pulmão por meio da proteína M2, que ataca as células. Especificamente, a M2 rompe as células epiteliais do pulmão, responsáveis pela retirada de líquido de dentro do órgão, abrindo caminho para a pneumonia e outras doenças.

Autoridades canadenses detectam perus com vírus da gripe suína

As autoridades canadenses anunciaram nesta terça-feira que os perus de uma criação avícola da província de Ontário estão infectados com o vírus A (H1N1) da gripe suína, após supostamente terem contraído a doença através de contato com humanos.

Em entrevista coletiva, a ministra da Saúde de Ontário, Deb Matthews, disse que a infecção foi detectada antes que os produtos da criação avícola entrassem na cadeia alimentar.

A diretora veterinária de Ontário, Deb Stark, disse que a transmissão da infecção de pessoas a animais não é inesperada.

“Este vírus humano essencialmente foi identificado previamente em porcos e aves. Nossa hipótese de trabalho é que esta situação provavelmente representou a transmissão de humanos a aves”, disse Stark, durante a entrevista coletiva.

A criação avícola afetada, que não foi identificada pelas autoridades, foi colocada em quarentena.

É a segunda vez no Canadá que ocorre uma transmissão de humanos a animais desde o surgimento do vírus A (H1N1).

Em abril, as autoridades canadenses anunciaram que um trabalhador de uma fazenda portador do vírus infectou porcos na província de Alberta.
Fonte: EFE

Gripe suína mata mais rápido pessoas saudáveis, diz estudo

Um estudo preliminar sobre as mortes por causa da gripe suína na Argentina mostrou que as pessoas saudáveis que contraíram o vírus morreram em período de tempo mais curto que os pacientes que apresentavam doenças preexistentes, informou neste domingo a imprensa local.

A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Saúde da Argentina e especialistas de seis sociedades científicas, com metade das 585 mortes contabilizadas oficialmente no país por causa do vírus A (H1N1).

O estudo determinou que as pessoas sem outras doenças prévias morreram em prazos mais curtos, de até dois dias, a respeito dos que já apresentavam alguma outra doença antes de contrair o vírus da gripe A.

Segundo a epidemiologista Ana María Balanzat, da Direção de Epidemiologia do Ministério da Saúde, não está claro a que se deve esta diferença, se é por algum comportamento desconhecido do A (H1N1) ou a que as pessoas com doenças crônicas estão mais atentas à saúde e vão antes aos centros médicos.

Em declarações publicadas hoje pelo jornal Perfil, de Buenos Aires, Balanzat destacou também que o estudo revelou que a gripe A atingiu em alta proporção crianças de até 9 anos e adultos de entre 50 e 59 anos, “o que não aconteceu em nenhum lugar do mundo até agora”.

Além disso, Balanzat disse que foi detectado um “excessivo” uso de corticoides em 74% dos casos, “muito superior aos outros países”.

EFE

Gripe suína X gripe espanhola

A gripe espanhola de 1918 a 1919 deixou 40 milhões de vítimas e desenvolveu-se em três estágios. Um deles, no hemisfério norte, ocorreu na primavera pouco antes de mais dois acorrentes nas estações do outono e inverno.
Segundo Patrick Berche, chefe do serviço de Microbiologia do Hospital Necker Enfants Malades, em Paris,”As pandemias que conhecemos evoluíram em ondas. A pandemia de 1918 registrou uma onda em março-abril, exatamente no mesmo período (que o episódio atual) em que foi pouco mortal; a onda de outubro-novembro, que retornou pelo hemisfério Sul foi muito letal.”
Durante um período de 12 meses naquele ano devastador a gripe se propagou simultaneamente em ondas distintas pela Europa, Ásia e América do Norte.
Em março de 1918, aquela gripe matou milhares nos EUA. A origem geográfica do vírus não chegou a ser estabelecida, segundo afirmam Jeffery, do Instituto de Patologia das Forças Armadas americanas), e David Morens, do Instituto Nacional de Saúde, à revista “Doenças Infecciosas Emergentes”, um encarte do CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Na primeira fase da gripe, “os índices de pessoas doentes eram elevados, mas as taxas de mortalidade, na maioria dos lugares, não superavam os níveis normais”, afirmam.

Já na segunda, de Setembro a Novembro daquele ano, simultaneamente nos hemisférios Norte e Sul, a taxa de mortandade foi elevada significativamente.
A terceira viria no começo de 1919, que é inverno no Hemisfério Norte, quando, hipotéticamente “o vírus sofreu uma mutação profunda e quase simultânea no mundo inteiro, nos curtos períodos entre as ondas sucessivas, suspeitam os especialistas.

É possível também que uma reação imunológica forte demais, causadora de uma destruição maciça das células do doente, poderia explicar a gravidade da gripe espanhola, segundo outros trabalhos de Jeffery.

O vírus que causou a gripe espanhola foi um H1N1, só que diferente do vírus da gripe suína.

Os vírus gripais estão em evolução constante. Praticamente fenômenos como esses são esperados de tempos em tempos. Não morra e espere alcançar novas gripes “esquisitas”.

Fonte : Ocioso



Obama declara emergência nos EUA por gripe suína

Medida deve facilitar planos de emergência para a prevenção e o atendimento aos doentes.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou neste sábado um estado de emergência nacional por causa da ameaça da gripe suína.
A declaração do estado de emergência aumenta a capacidade dos hospitais, médicos e postos de saúde de atender ao aumento da demanda por tratamento em um eventual novo pico de infecções pelo vírus H1N1.
Os Estados Unidos é o país com o maior número de infecções e mortes pelo vírus da gripe suína desde o início da pandemia, em abril.
Com a proximidade do inverno no hemisfério norte, teme-se uma nova onda da doença.
Na semana passada, as autoridades americanas disseram que os casos de novas infecções pelo vírus H1N1 já haviam sido detectados em 46 Estados do país.
Mais de mil pessoas já morreram nos Estados Unidos em decorrência de complicações da gripe suína, entre elas cerca de cem crianças.
Exigências burocráticas
Segundo a Casa Branca, a declaração de emergência pelo presidente é semelhante às declaradas antes da chegada de furacões. Ela permite que as autoridades não precisem seguir algumas exigências burocráticas federais para permitir uma maior rapidez no estabelecimento de planos de emergência.
Na semana passada, autoridades americanas advertiram que pode haver um atraso na entrega de doses da vacina contra a gripe suína.
Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), disse que apenas de 28 milhões a 30 milhões de doses estarão disponíveis até o fim de outubro, bem abaixo da estimativa inicial de 40 milhões de doses.
Schuchat disse que a atividade do vírus H1N1 está disseminada no país, com o número de internações e de morte em ascensão.
Fonte: BBC Brasil

Vacina de vírus comum pode ter efeito sobre H1N1, diz estudo

A vacina contra gripe comum pode oferecer “certa proteção” contra a influenza H1N1 (suína), contradizendo estudos anteriores, afirmam pesquisadores mexicanos. Eles descobriram que as pessoas vacinadas contra o vírus sazonal têm menos possibilidades de adoecer ou morrer por causa da gripe suína que aqueles que não foram imunizados.

“Estes resultados devem ser considerados prudentemente e de forma alguma indicam que a vacina contra a gripe comum deve substituir a vacinação contra a pandemia da gripe A/H1N1”, escreveram Lourdes García-García e seus colegas do Instituto Nacional de Saúde Pública de Cuernavaca no British Medical Journal.

A equipe de García estudou 60 doentes confirmados de gripe suína e 180 pessoas semelhantes com outras doenças. Somente oito pessoas que tinham sido vacinadas contra a gripe comum estavam entre os casos de H1N1. O estudo descobriu que 29% das pessoas que não tinham sido vacinadas se infectaram com o vírus H1N1, contra 13% de infectados entre os vacinados.

Nenhum dos vacinados morreu, mas 35% dos pacientes de gripe suína que morreram não tinham sido vacinados contra a gripe comum.