O que é intolerância ao glúten.

Alergia, intolerância e doença celíaca são muitas vezes confundidas porque tem alguns sintomas semelhantes, mas na verdade são muito diferentes.
A doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten que acomete indivíduos com predisposição genética.
Geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e o terceiro ano de vida.
O glúten é uma proteína presente em diversos cereais como o trigo e seus derivados como a farinha de trigo, centeio, cevada, aveia, trigo sarraceno ou triticale (trigo-centeio híbrido) e todos os derivados desses cereais.
A prolamina é uma substância presente no glúten, responsável pela reação no organismo que causa má absorção intestinal e ela se difere de acordo com o tipo de cereal: gliadina do trigo, secalina no centeio, hordeína na cevada e avenina na aveia.
Ao entrar nas células intestinais, ela se liga a um receptor e com isso os linfócitos (nossa defesa) liberam substâncias que danificam essas células.
A intolerância ao glúten, também chamada de doença celíaca, depende de fatores genéticos e imunológicos cujos sintomas podem variar entre: diarréia crônica, vômitos, irritabilidade, falta de apetite, déficit de crescimento em crianças, distensão abdominal e atrofia da musculatura glútea.
O diagnóstico da doença pode ser feito através provas para saber a função de digestão e absorção intestinal e por exames através da função imunológica como anticorpo antigliadina e antitransglutaminase.
Para o tratamento, deve haver mudança no hábito alimentar, retirando para sempre alimentos que contém glúten da alimentação.
Os alimentos permitidos são : arroz, legumes, verduras, frutas, ovos, leite, carnes e leguminosas.
Os cereais permitidos são milho, amido de milho, fubá, farinha de arroz, fécula de batata, farinha de mandioca e polvilho.
Os produtos industrializados isentos de glúten podem ser consumidos e são identificados através do rótulo das embalagens.
Receitas especiais para celíacos.
leia também a reportagem: Intolerância ao glúten afeta 1 milhão de brasileiros.

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Uma molécula de Motivação: Dopamina excelente em sua tarefa





Se você já teve um problema com roedores e acorda para descobrir o que ratos tinham mastigado e se depara com três pacotes de macarrão lamen, e mesmo que a embalagem do fermento de padeiro, irá apreciar o quão bizarro é a tensão do rato de laboratório que carece de toda a motivação para comer.
O rato é fisicamente capaz de comer. Ela ainda gosta do sabor dos alimentos. Ponha um croquete em sua boca, e ele irá mastigar e engolir, o tempo todo torcendo o nariz na satisfação.


No entanto, se deixar por conta própria, o rato não irá despertar-se para o jantar. O simples pensamento de andar em toda a gaiola e elevação de aglomerados de alimentos da bacia, preenche com apatia esmagadora. Qual é o ponto, realmente, de tudo isso a ingestão e excreção? Por que se preocupar? Os dias passam, o rato não come, ele quase não se move, e dentro de algumas semanas, ele tem fome até morrer.

Por trás do caso fatal do roedor, o tédio é um grave déficit de dopamina, uma das moléculas essenciais de sinalização no cérebro. Tem se ouvido falar muito da Dopamina. Ela se tornou o neurotransmissor da moda; assim como a Serotonina.


As pessoas falam de começar sua corrida de dopamina: “o chocolate, música, o mercado acionário, o zumbido BlackBerry- qualquer coisa que dê uma emoção pequena e agradável. Drogas que causam dependência química, como a cocaína, metanfetaminas, álcool e nicotina e crack são conhecidos por estimularem os circuitos do cérebro. A dopamina,é um estimulante, e tem se tornado cada vez mais populares como o Ritalin e Adderall.

No imaginário comum, a dopamina está relacionada com as recompensas, com bem-estar, e o desejo de se sentir bem novamente, e se nós não tomarmos cuidado,seremos enganchados, e nos tornaremos escravos das “linhas de cruzeiro do prazer” através do nosso cérebro.

No entanto, como novas pesquisas sobre a dopamina, camundongos deficientes e outros estudos revelam, a imagem de dopamina como nosso Baco pouco no cérebro é enganosa, como foi o anterior caricatura de serotonina como um rosto neural feliz.

Na visão emergente, discutida em parte na sociedade para a neurociência reunião na semana passada em Chicago, a dopamina é menos eficiente sobre o prazer e recompensa do que sobre a movimentação e motivação, capacidade de descobrir o que se tem que fazer para sobreviver e, em seguida, fazê-lo. “Quando nós não conseguimos respirar, e estmos ofegando por ar,chamaríamos de agradável?”, Disse Nora D. Volkow, pesquisador da dopamina e diretor do National Institute on Drug Abuse. “Ou quando nós estamos com tanta fome que poderíamos comer alguma coisa nojenta. Isso seria prazeroso?
A Dopamina participa de “uma movimentação intensa para nos tirar de um estado de privação e manter-nos vivos”.

A dopamina é como um dispositivo do cérebro que filtra a relevância, de se manter “carregado”. “Não podemos prestar atenção a tudo, mas queremos ser adeptos de um organismo capazes de reconhecer as coisas que são novas”, diz Volkow. “Nós podemos não notar uma mosca na sala, mas se essa mosca for fluorescente, com a liberação da dopamina, seria fogo.”
Fonte: The New York Times
Sou completamente contra drogas!!! contudo, acho que música pode nos causar uma tremenda sensação de prazer, por isso Baixe grátis o cd internacional da novela Viver a Vida, e divirta-se!





Casca de abóbora protege contra infecções, diz estudo

As abóboras, tradicionalmente esculpidas e iluminadas para espantar os fantasmas e duendes no Halloween, ou Dia das Bruxas, feriado de origem pagã celebrado amanhã em toda a América do Norte, contêm uma substância que poderia assustar, na verdade, os micróbios que causam, a cada ano, milhões de casos de infecções fúngicas em adultos e crianças. Pelo menos, é o que sugere um novo estudo conduzido por cientistas coreanos e publicado na última edição da revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry.

No estudo, um time de pesquisadores liderados por Kyung-Soo Hahm e Yoonkyung Park explica que alguns micróbios causadores das doenças fúngicas estão se tornando mais resistentes aos antibióticos existentes. Como resultado, cientistas em todo o mundo estão à procura de novos antibióticos com propriedades variadas. Estudos anteriores já haviam sugerido que a casca da abóbora, muito utilizada na medicina popular de países como o México, Cuba e Índia, pode impedir o crescimento de microorganismos.

Os cientistas extraíram proteínas de cascas de abóbora, para descobrir se estas inibem o crescimento de micróbios, incluindo o perigoso Candida albicans, uma espécie de fungo associado a alguns tipos de infecção oral e vaginal.

Resultado
Uma das proteínas estudadas, a Pr-2, teve efeitos potentes em inibir o crescimento do C. albicans em experimentos de cultura de células, sem efeitos tóxicos evidentes. O estudo sugere que a proteína da abóbora pode ser incorporada em remédios naturais para combater infecções fúngicas. A proteína também retardou o crescimento de vários fungos que atacam plantações e, assim, pode ser útil como uma fungicida agrícola, acrescenta o estudo.

Fonte: JB Online

Gripe suína mata mais rápido pessoas saudáveis, diz estudo

Um estudo preliminar sobre as mortes por causa da gripe suína na Argentina mostrou que as pessoas saudáveis que contraíram o vírus morreram em período de tempo mais curto que os pacientes que apresentavam doenças preexistentes, informou neste domingo a imprensa local.

A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Saúde da Argentina e especialistas de seis sociedades científicas, com metade das 585 mortes contabilizadas oficialmente no país por causa do vírus A (H1N1).

O estudo determinou que as pessoas sem outras doenças prévias morreram em prazos mais curtos, de até dois dias, a respeito dos que já apresentavam alguma outra doença antes de contrair o vírus da gripe A.

Segundo a epidemiologista Ana María Balanzat, da Direção de Epidemiologia do Ministério da Saúde, não está claro a que se deve esta diferença, se é por algum comportamento desconhecido do A (H1N1) ou a que as pessoas com doenças crônicas estão mais atentas à saúde e vão antes aos centros médicos.

Em declarações publicadas hoje pelo jornal Perfil, de Buenos Aires, Balanzat destacou também que o estudo revelou que a gripe A atingiu em alta proporção crianças de até 9 anos e adultos de entre 50 e 59 anos, “o que não aconteceu em nenhum lugar do mundo até agora”.

Além disso, Balanzat disse que foi detectado um “excessivo” uso de corticoides em 74% dos casos, “muito superior aos outros países”.

EFE

Vírus artificiais transportam genes que geram vasos sanguíneos alternativos

Com o conceito já patenteado em Portugal e o registo internacional em curso , os investigadores acreditam ter desenvolvido uma via para contornar certos problemas relacionados com a obstrução de vasos sanguíneos, causadora de elevada mortalidade ou diminuição da qualidade de vida e, por vezes, da amputação de membros por falta de irrigação.
Em caso de isquémia, ou seja, de obstrução de uma artéria principal, as vias terapêuticas mais correntes para a sua minimização são a cirurgia ou o tratamento com a introdução de um cateter, que acaba por libertar placas que podem causar tromboses.

Em vez de procurar uma solução que desobstruísse os vasos sanguíneos, os investigadores de Coimbra apostaram numa via alternativa, de angiogênese, que induz o organismo a gerar novos vasos sanguíneos.
Partindo de uma investigação em nanotecnologia para concepção de novos medicamentos, a que se dedica há uma década um grupo na Faculdade de Farmácia e no Centro de Neurociências de Coimbra, foi desenvolvido um transportador capaz de circular pelo sangue e levar a molécula à zona do organismo a tratar.

Criaram micro-esferas com o fármaco adequado no seu interior e características que lhes permitem circular no organismo e iludir os sistemas de defesa. Um escudo de água a envolvê-las torna-as “invisíveis” aos sistemas de defesa do organismo.
Utilizando essas cápsulas dotadas de “GPS” os investigadores pensaram em resolver o problema fazendo a “entrega” de genes em células das zonas doentes, que codificassem para a formação de novos vasos sanguíneos (neovascularização).
O que o vírus leva é o seu próprio genoma. Ao chegar à célula entra nela e parasita-a, pondo-a a reproduzir outros vírus que se disseminam pelas células vizinhas.
Este novo método terapêutico, embora desenvolvido para as doenças vasculares, poderá ter aplicação no tratamento de cancro e em doenças neurodegenerativas.
“O vírus é muito eficiente a infectar. E infectar aqui traduz-se em entregar o material genético que interessa. Juntar a eficácia de um vírus a entregar material genético, ao mesmo tempo protegendo-o dos efeitos adversos e entregando-o no sítio certo, abre-se a esperança para o tratamento de múltiplas doenças”, conclui Sérgio Simões.
Fonte: AO online

Vírus da aids em chimpanzés pode ser o elo perdido do HIV/ AIDS virus in chimpanzees may be the missing link in HIV

A aids chega ao mundo dos chimpanzés. Trata-se de um vírus, similar ao da aids, que mata esses animais rapidamente. O cientistas acreditam tratar-se do elo perdido para a evolução do HIV, informou estudo publicado na revista científica Nature. Pela primeira vez, a doença apresenta alta taxa de mortalidade entre os primatas, além dos seres humanos. E os chimpanzés também são os primatas mais semelhantes ao ser humano.

A descoberta da doença, que afeta esses macacos, poderá ajudar os médicos a descobrirem melhores tratamentos, ou até mesmo uma vacina, para seres humanos, dizem especialistas. Ainda de acordo com eles, esse vírus preenche a lacuna entre um vírus que não faz mal a macacos infectados e outro que mata milhões de pessoas.
O vírus que causa a aids entre os macacos é chamado vírus da imunodeficiência símia (SIV), mas a maioria dos animais que o adquirem não demonstra sintomas ou doença. Então, “se conseguirmos descobrir por que os macacos não adoecem, talvez possamos aplicar isso aos humanos”, diz a principal autora do estudo, Beatrice Hahn, da Universidade do Alabama em Birmingham.

Diagnóstico pelo olfato: o cheiro da doença/ Diagnosis by smell: the disease smell

Uma técnica para diagnosticar câncer de pele pelo olfato abre caminho para a criação do nariz eletrônico ou utilização de cachorros para diagnósticos.

A associação entre determinadas doenças e o odor que elas provocam no hálito, no suor ou na urina é antiga como a prática da medicina. Na Grécia antiga, Hipócrates já cheirava a boca dos pacientes para identificar desequilíbrios no organismo, costume que se disseminou na Idade Média. Embora tenha se tornado arcaico no século XX, esse procedimento nunca foi totalmente abandonado pelos médicos e, agora, ressurge amparado nos avanços da tecnologia. No mês passado, o Monell Chemical Senses Center, um instituto americano de pesquisas na área de olfato e paladar, anunciou uma técnica capaz de diagnosticar pelo cheiro o carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele. A técnica consiste em separar as moléculas dos compostos voláteis emanados pela pele através de um processo chamado cromatografia. A seguir, esses componentes são analisados e classificados pela espectrometria. Os pesquisadores do Monell Center colheram amostras do ar localizado imediatamente acima dos tumores de um grupo de pacientes e as compararam com as do ar colhido na mesma região do corpo em indivíduos sadios. O resultado foi que, embora as amostras de ar colhidas nos dois grupos tivessem a mesma composição, havia diferenças consideráveis na quantidade das substâncias químicas que as constituíam.

O objetivo de pesquisas como a do Monell Center é, no futuro próximo, desenvolver máquinas que funcionem como narizes eletrônicos no diagnóstico de doenças. Em muitos casos, esses equipamentos poderiam substituir procedimentos invasivos, como as biópsias. Os cientistas vêm perseguindo a idéia de um nariz eletrônico desde os anos 70, quase sempre usando a cromatografia e a espectrometria. Nesse período, já foram identificados mais de 3 000 compostos voláteis que emanam do corpo humano. O desafio agora é compreender a que tipo de doença as mudanças nesses compostos estão relacionadas. É preciso, também, encontrar uma maneira de acelerar a análise dos compostos, que hoje pode levar dois dias.

Outros experimentos na área do diagnóstico por olfato são feitos com o uso de cães. Em todo o mundo, pesquisas indicam que cachorros treinados conseguem identificar cânceres como os de bexiga, mama, pulmão e pele apenas farejando a respiração ou o corpo do paciente. “Um schnauzer detectou uma metástase com vinte células, tão pequena que foi preciso verificá-la no microscópio”, disse a VEJA o médico György Horvath, da Universidade Sahlgrenska, da Suécia. Horvath chefiou uma das mais recentes pesquisas desse tipo e concluiu que o olfato canino pode identificar tumores no ovário com 97,5% de precisão. O uso de cães nos diagnósticos por olfato funciona, mas para treinar os animais são necessários muito tempo e dedicação. Além do mais, embora identifiquem a doença, os cães não são capazes de detalhar os compostos voláteis que cheiram e, dessa forma, obter informações mais precisas sobre eles. Para que o olfato se torne parte da rotina do check-up, ainda falta desenvolver o nariz eletrônico. Observa o médico e escritor gaúcho Moacyr Scliar: “Seu advento vai unir a medicina de observação dos tempos de Hipócrates com a tecnologia do século XXI”.