Mundo vai entrar em período de resfriamento global, diz cientista do IPCC

Discurso de um crédulo

“Eu não pertenço ao time dos céticos.” Em princípio, não haveria motivos pelos quais Mojib Latif começasse assim sua apresentação durante a Conferência Mundial do Clima, realizada pela ONU em Genebra, na Suíça.

Afinal de contas, ele não estava fazendo uma apresentação para mais de 1.500 dos principais cientistas do clima do mundo todo por acaso – ele próprio é um dos autores diretos dos estudos feitos pelo IPCC, o órgão da ONU que vem alertando há anos sobre o aquecimento global e a participação do homem nesse aquecimento.

Ser considerado um cético, nesse caso, significa não concordar com as conclusões dos estudos feitos pelo IPCC, seja uma discordância total ou mesmo parcial. E, ao longo dos anos, à medida que mais e mais cientistas “aderiam” às conclusões dos estudos patrocinados pela ONU, contrariar essas conclusões passou a ser encarado como uma postura política, na qual os argumentos científicos foram deixando rapidamente de serem importantes.

Latif, aparentemente temendo ser relegado ao “ostracismo científico” reservado a quem tem ousado desafiar a postura oficial, achou melhor se antecipar a qualquer acusação.

Duas décadas de resfriamento global

E não é para menos. As conclusões que ele iria apresentar a seguir, baseadas nos seus estudos mais recentes, aparentemente contrariam tudo o que o IPCC tem divulgado.

Segundo Latif, “nos próximos 10 ou 20 anos”, uma tendência de resfriamento natural da Terra irá se sobrepor ao aquecimento causado pelos humanos. Se ele estiver correto, o mundo está no limiar de um período de uma ou duas décadas de resfriamento global. Somente depois, diz o cientista, é que o aquecimento global se fará novamente observável.

Mudanças climáticas naturais

O resfriamento seria causado por alterações cíclicas naturais nas correntes oceânicas e nas temperaturas do Atlântico Norte, um fenômeno conhecido como Oscilação do Atlântico Norte (NAO – North Atlantic Oscillation).

Opondo-se ao que hoje pode ser considerado a ortodoxia das mudanças climáticas e do aquecimento global, o pesquisador do IPCC afirmou que os ciclos oceânicos foram provavelmente os grandes responsáveis pela maior parte do aquecimento registrado nas últimas três décadas. E, agora, o NAO está se movendo rumo a uma fase mais fria.

Os dados sobre os ciclos naturais oceânicos são suficientes para explicar todas as recentes variações nas monções na Índia, nos furacões do Atlântico, o degelo no Ártico e vários outros eventos.

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Obama quer que EUA liderem produção de energias alternativas

O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu nesta sexta-feira (23/10/09) um projeto de lei sobre a mudança climática, e afirmou que o país que ganhar a corrida pelas fontes alternativas de energia se transformará no líder da economia global. “O mundo compete na busca de novas fontes de energia e a nação que ganhar a concorrência será a líder mundial e quero que os Estados Unidos sejam essa nação, assim simples”, afirmou Obama durante a visita de quatro horas a Boston.

A defesa acalorada foi feita em um discurso no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), horas antes de participar de um evento de arrecadação de fundos para a reeleição do governador democrata Deval Patrick. Os EUA enfrentam numerosos desafios que requerem “o mesmo espírito de inovação que foi decisivo em nossa trajetória e o mesmo se aplica especialmente com relação à energia”, disse o líder, destacando que o incentivo à inovação e às descobertas está no DNA do país.

Ele reconheceu que existem opiniões divergentes dentro e fora do Congresso sobre como estimular a exportação de tecnologias de energia limpa, a criação de milhões de empregos e medidas para evitar as piores consequências da mudança climática. Não há dúvidas, destacou o presidente, sobre a necessidade de responder à crescente escassez no abastecimento de energia e ao aumento da demanda que põem em perigo o planeta.

Fonte: Portal Terra

Ecologia e geologia: Sedimentos de lago no Ártico mostram aquecimento desde 1950

Uma análise dos sedimentos de um lago no Ártico revelam mudanças biológicas e químicas ocorridas em 1950 e resultado de um aquecimento sem precedentes em 200 mil anos, revela um estudo publicado na segunda-feira.

“As últimas décadas são únicas em 200 mil anos em termos de mudanças biológicas e químicas observadas em sedimentos” do lago da ilha de Baffin, no Canadá, explicou Yarrow Axford, especialista da Universidade do Colorado, em Boulder (oeste), principal autor deste trabalho difundido nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).

“Observamos indicações claras de um aquecimento em um dos locais mais isolados da Terra, em um período no qual o Ártico vivia um ciclo natural de esfriamento”.

As mudanças ambientais neste lago durante o milênio passado estão estreitamente ligadas a causas naturais da evolução climática, como modificações periódicas da órbita terrestre, mas a partir de 1950 mostram que o ciclo de esfriamento do clima foi modificado por emissões de gases do efeito estufa de origem humana, destacaram os autores.

Um estudo divulgado pela revista Science de setembro, que reconstruiu a evolução das temperaturas no Ártico durante os últimos 2 mil anos, a partir de amostras glaciais, camadas de sedimentos de lagos e círculos de crescimento de árvores revela que o recente aquecimento inverte um ciclo natural de esfriamento de vários milênios – produto da mudança do eixo de rotação da Terra.
Fonte: AFP

As explosões solares e sua influência na Terra/ The solar flares and their influence on Earth

Há mais mistérios entre o Sol e a Terra do que supõe nossa vã filosofia.

O meio interplanetário está em constante transformação. Ventos solares, por exemplo, podem chegar à Terra e provocar fenômenos como a Aurora Boreal, que ocorre no Pólo Norte. A Aurora Boreal se caracteriza por um brilho difuso acompanhado de uma “cortina” estendida em sentido horizontal.
O fenômeno é causado por uma tempestade magnética oriunda de explosões solares, que podem reagir com o nitrogênio e o oxigênio presente na Terra, fornecendo energia e retirando átomos da atmosfera. 

Quando algum elemento sai da Terra em direção ao espaço, essa interação é mais profunda. Foi o que aconteceu com o satélite SkyLab, em 1973”.
A outra interação possível é na  comunicações terrestres, especificamente a rádio. Isto porque a descarga eletromagnética provocada pela explosão de gases solares chega à Ionosfera terrestre. Em geral, o campo eletromagnético existente na Terra impede que as partículas carregadas entrem. Mas se forem muito fortes, podem atingir esta camada da atmosfera e causar um blecaute nas comunicações via ondas curtas
 A atividade solar obedece a ciclos de 11 anos. Cada um deles vai de um período de atividade máxima até chegar a um de atividade mínima. Atualmente, o Sol está praticamente inativo, o que pode ser comprovado pela aparência do astro, que se encontra quase sem manchas. Há seis anos, foi observada uma grande movimentação solar.
Naquela época, cada explosão poderia movimentar bilhões de megatons em energia. A próxima época de grande atividade está prevista para o ano 2012, de acordo com os especialistas no assunto.
Mas apesar de tanta energia proveniente do Sol, não se pode dizer que uma explosão possa acarretar aumento de temperatura na Terra. Como nem tudo são certezas nesta área da Astronomia, em 2007 foi enviado o satélite Stereo, cuja função primordial é ajudar no estudo da origem das explosões. Pois, por enquanto, só se sabe que elas têm a ver com alterações o campo magnético solar. Leia mais sobre: Sol

Novas espécies em tempos de extinção/ New species in an age of extinctions

Uma reportagem publicada recentemente no jornal norte-americano New York Times informa que novas espécies de animais e plantas estão sendo descobertas em diversos cantos do planeta. Até então desconhecidas pela ciência, certas espécies de aves, anfíbios, mamíferos e insetos foram encontradas nos últimos anos por cientistas em Nova Guiné, Ilhas Salomão, Quênia, Sulawesi, Bolívia, Equador, Índia, Tanzânia e também aqui no Brasil. Boa parte dos animais permanece ainda sem nome científico.
A reportagem esclarece que a mais recente lista de mamíferos presentes do mundo foi publicada em 2005 com cerca de 5.400 espécies. Desde então, 400 novos mamíferos já foram acrescentados à relação. Entre eles, um pequeno macaco encontrado  na Amazônia.
Os cientistas acreditam que o fenômeno das descobertas está relacionado á atual facilidade de acesso a determindas localidades do planeta. Muitas regiões eram anteriormente “impenetráveis”, o que dificultava o andamento das pesquisas científicas. As mudanças climáticas também provocaram modificações no comportamento dos animais e os deixaram mais “visíveis” ao olhar humano.
New Creatures in an Age of Extinctions, reportagem do NYT, em inglês.
Pequenos biólogos –  Educadora usa a curiosidade das crianças da pré-escola pelos insetos em projeto de iniciação científica
Vida de inseto – A revista Superinteressante mostra dados curiosos sobre esses animais.
Novas espécies- Cientistas descobrem 163 novas espécies na Ásia.


Aquecimento Global acelera a perda da biodiversidade/ Global warming accelerates the loss of biodiversity

O ritmo de perda da biodiversidade no mundo todo se acelerou nos últimos anos e será impossível cumprir com os compromissos internacionais de reduzir esta tendência até 2010, advertiu neste domingo um grupo de cientistas.
Em abril de 2003, ministros de 123 países se comprometeram a alcançar, até 2010, “uma redução significativa da atual taxa de perda de biodiversidade em nível local, nacional e regional, como uma contribuição para atenuar a pobreza e em benefício de toda a vida sobre a Terra”.
No entanto, seis anos depois, não só não foi reduzido o ritmo de redução, mas ele aumentou até chegar a extremos alarmantes, segundo os especialistas. “Com toda segurança não vamos cumprir o objetivo de reduzir a perda de biodiversidade até 2010 e, portanto, também vamos descumprir as metas ambientais dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2015”, afirmou Georgina Mace, vice-presidente do Diversitas.
Os especialistas concordam que o desmatamento, tanto para cultivar o solo quanto para a exploração de madeira, é a principal causa da perda de biodiversidade no planeta.
Biodiversidade
Pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes em uma área definida. A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.


Diversidade biológica

” significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas. (Artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica)
Para conhecer a lista das espécies ameaçadas de extinção acesse o link: http://www.mma.gov.br/port/sbf/fauna/index.cfm

Consequências do aquecimento global / global warming / heating biology / ecology


Especialistas estimam que a elevação do mar em 2 metros seja inevitável.

A maioria dos cientistas espera um aquecimento do planeta de pelo menos 2º C, provavelmente mais
Uma elevação de pelo menos dois metros no nível dos oceanos é praticamente inevitável, disseram especialistas numa conferência realizada na Universidade Oxford, em 29/09/09.
“O ponto da questão do nível do mar é que ele começa muito devagar, mas uma vez que tenha ganhado impulso, é praticamente impossível de deter”, disse o especialista Stefan Rahmstorf, do Instituto Potsdam da Alemanha. Reportagem da Agência Reuters.
Planalto tibetano: temperatura sobe acima da temperatura global


O degelo no topo do mundo – Ao falar na Organização das Nações Unidas esta semana, o presidente Hu Jintao da China declarou que seu país “reconhece totalmente a importância e a urgência para lidar com a mudança climática”. Como deveria. A China está começando a perceber que tem muito a perder com o dióxido de carbono que o mundo emite despreocupadamente na atmosfera da Terra. Reportagem de Orville Schell, The New York Times.
Mudanças climáticas: Diagnósticos graves na rota de Copenhague
Há umas duas semanas, um vendaval arrastou ou fez ruir dez casas na aldeia waurá, no Alto Xingu. Muitas pessoas ficaram feridas, duas mulheres gravemente. Embora surpresos com o ineditismo de um vendaval naquela área, os waurás iniciaram imediatamente a reconstrução das casas, agora preocupados em torná-las mais resistentes. O vendaval é consequência do desmatamento em todo o entorno do Parque do Xingu, pelo plantio da soja e implantação de pastos: o vento forte não encontra mais resistência, atrito, e chega a áreas aonde nunca chegara.