Anel gigante na órbita de Saturno

Cientistas da Nasa (Agência Espacial americana) descobriram um anel gigante em torno de Saturno, em cujo diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra.

Sua parte mais densa fica a cerca de 6 milhões de quilômetros de Saturno e se estende por outros 12 milhões de quilômetros, o que o torna o maior anel de Saturno. A altura do halo é 20 vezes maior que o diâmetro do planeta.

“Trata-se de um anel superdimensionado”, definiu a astrônoma Anne Verbiscer, da Universidade da Virgínia em Charlottesville e uma das autoras de um artigo sobre a descoberta publicado na revista científica Nature.

“Se ele fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio”, comparou a cientista.
Mistério

Os cientistas acreditam que a descoberta do anel poderá ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da astronomia – a lua Iapetus, também de Saturno.

A lua foi descoberta pelo astrônomo Giovanni Cassini em 1671, que percebeu que ela tinha um lado claro e outro bastante escuro, como o conhecido símbolo yin-yang.

Segundo a equipe de Verbiscer, o anel gira na mesma direção de Phoebe e na direção oposta a Iapetus e às outras luas e anéis de Saturno.

Com isso, o material do anel colide constantemente com a misteriosa lua, “como uma mosca contra uma janela

Aquecimento Global: Temperatura da Terra pode subir 4ºC em 50 anos, diz estudo

Satélite mostra redução no gelo entre o inverno de 2005 (à esquerda) e 2008. A área em branco representa camadas de gelo de 4 a 5 m de espessura, enquanto o azul escuro indica de 0 a 1 m.
09 de julho de 2009
Foto: Nasa/Divulgação

Um relatório do principal centro de pesquisas sobre mudanças climáticas da Grã-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissões de carbono não sejam reduzidas em breve.

O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britânico, constitui o alerta mais grave já divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), órgão científico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século.

Utilizando novos dados a partir de análises sobre o ciclo do carbono e de observações atualizadas de emissões de países emergentes, como China e Índia, as conclusões não apenas reforçam a possibilidade do pior cenário do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponível para ação.

Segundo o Centro Hadley, em um cenário de altas emissões, o derretimento de neve e gelo no Ártico poderia elevar a absorção de raios solares e elevar a temperatura ártica em até 15,2 ºC. Secas atingiriam severamente o oeste e sul da África, afetando a disponibilidade de água, segurança alimentar e saúde da população.

O estudo diz que “todos os modelos” indicam reduções na precipitação de chuvas também na América Central, no Mediterrâneo e partes da costa australiana. Em outras áreas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo.

Já o padrão das chuvas seria severamente afetado na Índia – onde o nível de precipitações poderia aumentar 20% ou até mais, piorando o risco de enchentes.

Não bastasse o cenário consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenário de emissões altas, a previsão de aumento de 4º C podem ser “adiantada em 10 anos, ou até 20 anos em casos extremos”.

Entretanto, concedem os cientistas, ainda há tempo de evitar o pior cenário se as emissões de carbono começarem a baixar de nível dentro da próxima década.

Ação
O estudo está sendo apresentado em uma conferência sobre a mudança climática na cidade inglesa de Oxford, e sai a público no mesmo dia em que delegados de 190 países se reúnem em Bangcoc, na Tailândia, para uma nova rodada de negociações antes da reunião da ONU em Copenhague, na qual espera-se um novo acordo de emissões de carbono em substituição ao Protocolo de Kyoto, vigente até 2012.

Líderes mundiais têm reiterado a necessidade de limitar a elevação da temperatura global nas próximas décadas em 2º C. Mas, como aponta o analista de ambiente da BBC Roger Harrabin, a questão tem esbarrado nos recursos que serão necessários para “limpar” a matriz energética global.

Um dos pontos fundamentais, diz o especialista, é que países em desenvolvimento querem ajuda para arcar com os custos de tal empreitada. O premiê britânico, Gordon Brown, tem falado em uma cifra de US$ 100 bilhões para conter o aquecimento global através do combate à pobreza. A União Europeia tem concordado.

No entanto, o presidente americano, Barack Obama, que preside a nação que mais polui em termos per capita, tem encontrado dificuldades para aprovar leis de controle de emissões no Congresso americano, ainda que reafirme a “determinação” dos seu país para agir e assumir suas “responsabilidades” em relação ao aquecimento global.

Na semana passada, a China anunciou que vai redobrar os investimentos em eficiência energética para reduzir as suas emissões de CO2 em uma “margem notável” – porém ainda não precisada – até 2020.

Tanto a China como os EUA repondem por cerca de 20% das emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, gás natural e petróleo. A União Europeia produz 14% do total, seguida por China e Rússia, cada qual com 5%.

Sobreposição de fetos. Medicina, Ginecologia

A americana Julia Grovenburg, de Fort Smith, no Estado de Arkansas, está grávida de duas crianças geradas, aparentemente, em ocasiões diferentes, segundo informações da imprensa americana.

Julia, de 31 anos, descobriu que estava grávida e foi fazer uma ultrassonografia de rotina, na 11ª semana, quando descobriu que havia outra bolsa gestacional em seu útero, com um feto duas semanas e meia mais novo.

Segundo ela contou à imprensa americana, o susto foi tão grande que ela começou a se sentir mal. “Passamos três anos tentando engravidar, e nada. Não quisemos tomar remédios para fertilidade, porque não queríamos gêmeos. Deus acabou rindo por último”, disse Julia Grovenburg ao jornal New York Daily News.

Segundo os médicos, esse provavelmente é um caso de superfetação, quando a mulher concebe novamente, já estando grávida. Aparentemente, os casos são tão raros que não há quase literatura sobre o assunto na medicina.

Os médicos disseram que, como a mãe não fez exame do líquido amniótico, só será possível confirmar a hipótese quando os bebês nascerem e for possível realizar exames de cromossomos e metabolismo neles.

Biologicamente, a data prevista para o nascimento dos bebês é diferente, e a mais velha – uma menina – deveria nascer no fim de 2009 enquanto que seu irmão mais novo nasceria no início de 2010.

Os médicos afirmam que, se o intervalo entre as concepções fosse muito grande, poderia acarretar problemas para a criança mais nova, que nasceria prematura, mas neste caso, a diferença de apenas duas semanas e meia não deve ter grandes consequências.

Ecologia: China e Japão se comprometem com luta contra emissões de CO2


NOVA YORK, EUA — O presidente chinês, Hu Jintao, se comprometeu nesta terça-feira na ONU a reduzir “significativamente” o aumento das emissões de gases poluentes de seu país até 2020, comparativamente com 2005.

“Vamos reduzir significativamente nossas emissões de dióxido de carbono (CO2) por ponto de crescimento econômico daqui a 2020 comparativamente a seu nível de 2005”, disse na Cúpula da ONU sobre o compromisso climático.

“Depois, vamos vigorosamente desenvolver energias renováveis e energia nuclear”, acrescentou em uma intervenção muito esperada.

“Vamos aumentar a parte das energias não-fosseis no consumo do país a aproximadamente 15% até 2020”, disse Hu.

A China se tornou a primeira emissora de gases causadores do efeito estufa do planeta, à frente dos EUA. Estes dois países são responsáveis juntos por 40% das emissões mundiais de CO2.

Hu também se comprometeu a aumentar a capacidade do país de absorver o CO2 emitido na atmosfera aumentando a cobertura florestal da China em 40 milhões de hectares daqui 2020 comparativamente a 2005.

“Vamos acelerar nossos esforços para desenvolver uma economia sustentável, uma economia com baixa taxa de carbono, aceleração da pesquisa e desenvolvimento e disseminação das tecnologias verdes”, declarou.

O presidente chinês disse também que, para os países em desenvolvimento, a primeira prioridade é agora o crescimento econômico, a erradicação da pobreza e a melhora do nível de vida, dando a entender que a redução do gás poluente não é a prioridade destas nações.

O novo primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, por sua vez, também falando ante a assembleia, confirmou o compromisso de seu país de reduzir as emissões de gás de efeito estufa, além de anunciar um aumento das ajudas aos países pobres na luta contra o aquecimento global.

“Para seus objetivos a médio prazo, o Japão se esforçará em reduzir suas emissõse em 25% antes de 2020, em relação a seus níveis de 1990”, indicou Hatoyama durante a cúpula das Nações Unidas sobre o clima.

Para conseguir isso, prometeu “mobilizar todas as ferramentas políticas disponíveis”, incluindo a criação de um mercado nacional de permissão de emissão ou instaurando uma taxa sobre as emissões de carbono.

Este novo objetivo é muito mais ambicioso que o do governo anterior, que buscava uma redução de apenas 8%.

“O Japão também está disposto a proporcionar um apoio financeiro e técnico para acompanhar os progressos da negociação internacional”, acrescentou o primeiro-ministro.

“A ajuda financeira pública e a transferência de tecnologias para os países em vias de desenvolvimento são particularmente importantes”, enfatizou.

Os Estados Unidos receberam nesta terça-feira com prudência o compromisso assumido pelo presidente chinês. O enviado especial americano para a mudança climática, Todd Stern, disse aos jornalistas que Hu não falou em números precisos.

“Tudo isso depende da dimensão que isto tem”, disse.

“Eu acho que o presidente Hu está falando de passar de uma medida calculada em intensidade energética a uma medida em intensidade carbônica, isto pode ser bom, mas tudo depende da cifra”, acrescentou.

Mas o ex-vice-presidente americano e Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, afirmou nesta terça-feira que acha positivas as promessas de ações chinesa e japonesa contra o aquecimento do planeta, feitas durante a cúpula das Nações Unidas sobre o clima.

“A China mostra um espírito de iniciativa impressionante para lutar contra o aquecimento climático”, declarou Al Gore à imprensa, em um foro realizado à margem da cúpula.

Os objetivos de redução, antes de 2020, do aumento das emissões de CO2 da China vinculado a seu crescimento econômico apresentados pelo presidente Hu Jintao “não são insignificantes”, estimou Gore.

Ao citar, além disso, os investimentos importantes feitos pela China em termos de energia eólica e solar, Al Gore afirmou que todos esses esforços são importantes.

“E dispomos de todas as indicações que mostram que, em caso de progressos importantes nas negociações (de Copenhague), a China estará pronta para fazer inclusive mais”.
Copyright © 2009 AFP. Todos os direitos reservados.
Acesse à reportagem sobre máquina que captura CO2 da atmosfera.

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