Vacina de vírus comum pode ter efeito sobre H1N1, diz estudo

A vacina contra gripe comum pode oferecer “certa proteção” contra a influenza H1N1 (suína), contradizendo estudos anteriores, afirmam pesquisadores mexicanos. Eles descobriram que as pessoas vacinadas contra o vírus sazonal têm menos possibilidades de adoecer ou morrer por causa da gripe suína que aqueles que não foram imunizados.

“Estes resultados devem ser considerados prudentemente e de forma alguma indicam que a vacina contra a gripe comum deve substituir a vacinação contra a pandemia da gripe A/H1N1”, escreveram Lourdes García-García e seus colegas do Instituto Nacional de Saúde Pública de Cuernavaca no British Medical Journal.

A equipe de García estudou 60 doentes confirmados de gripe suína e 180 pessoas semelhantes com outras doenças. Somente oito pessoas que tinham sido vacinadas contra a gripe comum estavam entre os casos de H1N1. O estudo descobriu que 29% das pessoas que não tinham sido vacinadas se infectaram com o vírus H1N1, contra 13% de infectados entre os vacinados.

Nenhum dos vacinados morreu, mas 35% dos pacientes de gripe suína que morreram não tinham sido vacinados contra a gripe comum.

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Vacina Contra a Aids- Imunologia-vírus da Aids ( Vacina contra Aids é "passo importante" contra a doença )

(Imagem: Wikimedia)
Vacina combinada
Uma nova vacina combinada, resultado da mistura de duas vacinas experimentais já testadas, foi administrada a 16 mil voluntários na Tailândia, no maior teste já realizado com uma vacina contra a AIDS.
Os pesquisadores concluíram que a vacina reduziu em menos de um terço o risco de contrair o vírus HIV, que provoca a doença, segundo informou a BBC.
Apesar dos resultados modestos, o teste está sendo interpretado como um avanço científico significativo. Mas os pesquisadores concordam que uma vacina global ainda é uma realidade distante.
Soma foi maior do que as partes
O estudo foi realizado pelo Exército americano com o governo da Tailândia e durou sete anos. Todos os voluntários – homens e mulheres com idades entre 18 e 30 anos – não eram portadores do HIV e viviam em algumas das regiões mais afetadas pela doença na Tailândia.
As vacinas originais, que deram origem à nova vacina combinada, já haviam sido testadas em voluntários, mas sem sucesso.
“Os números são baixos e a diferença pode se dever à sorte, mas a conclusão é a primeira notícia positiva no campo de vacinas contra a AIDS em uma década”, disse Richard Horton, editor da revista médica Lancet. “Nós devemos ser cautelosos, mas ter esperança. A descoberta precisa ser replicada e investigada urgentemente.”
Modestamente protetores
Metade dos voluntários recebeu a vacina e a outra metade recebeu um placebo. Todos receberam aconselhamento sobre prevenção do vírus HIV.
Entre os voluntários que receberam a vacina, o risco de infecção pelo HIV foi 31,2% menor do que entre os que tomaram o placebo.
O resultado também foi comemorado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo programa conjunto da ONU para a AIDS (UN/AIDS).
Segundo os organismos, os resultados “caracterizados como modestamente protetores…trouxeram nova esperança no campo de pesquisa de vacinas contra a AIDS”.
Estima-se que cerca de 33 milhões de pessoas no mundo são portadoras de HIV.
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