Monstro aterroriza o leste da Australia

O governo do Estado australiano de Queensland, no leste do país, decidiu investir em um programa de controle de tubarões na costa local depois que surgiu a suspeita de que um tubarão gigante estaria nas redondezas.

Com base na análise de mordidas encontradas em um outro tubarão menor, que teriam sido feitas pelo tubarão gigante, especialistas acreditam que o predador possa ter mais de cinco metros. O ataque do tubarão gigante contra o menor, que foi encontrado morto, teria ocorrido na costa próxima a Brisbane, capital do Estado.

Segundo o anúncio do governo de Queensland, serão investidos 125 mil dólares australianos (cerca de US$ 114 mil) em um programa de cinco anos para monitorar tubarões tigre, branco e touro (também conhecido como tubarão-de-cabeça-chata) e coletar informações sobre o comportamento desses animais.

No momento, com a proximidade do verão – período no qual há aumento dos banhistas em Queensland -, as praias mais populares estão protegidas por redes e boias com anzóis e iscas para evitar os ataques dos predadores.

As redes e boias não garantem 100% de proteção contra tubarões, mas, desde o início do programa, houve apenas um ataque fatal em Queensland.

O investimento anunciado pelo governo local prevê também novos sistemas acústicos de alarmes para alertar baleias e golfinhos quanto à presença de redes contra tubarões. Nesse ano, cerca de cinco baleias foram estranguladas pelas redes.

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Um pouco menos de mistério na migração das enguias

A enguia europeia passa a maior parte de sua vida em rios e lagos, mas em algum momento ela ruma corrente abaixo, para o oceano.

Cientistas estão bastante certos de que as enguias, assim como suas parentes americanas, viajam ao Mar dos Sargaços no Atlântico para se reproduzirem, mas a verdade é que pouco se sabe a respeito da migração das enguias.

“Quando as enguias estão deixando as áreas costeiras, não sabemos nada”, afirmou Kim Aarestrup, pesquisador sênior do Instituto Nacional de Recursos Marítimos da Universidade Técnica da Dinamarca. “Elas praticamente desaparecem”.

As enguias deixam a costa no outono e supostamente chegam ao mar dos Sargaços na primavera. Assim, os pesquisadores ajustaram as etiquetas para se soltarem no primeiro dia de abril. Conforme relato publicado na Science, isso foi cedo demais: o mais longe que as enguias haviam chegado eram 1.287km.

Os dados também mostraram que as enguias nadam em profundidades de aproximadamente 198 metros durante a noite, mas submergem a 609 metros durante o dia. A descida a águas mais frias, segundo sugerem os pesquisadores, retarda a maturação sexual das enguias até que atinjam o Mar dos Sargaços – quando quer que seja.

Zoologia: Descoberto verme marinho que se acreditava extinto

Pesquisadores espanhóis descobriram nas águas do Parque Nacional das Ilhas Atlânticas, na Galícia, uma espécie de verme marinho que os cientistas acreditavam que estava extinta e que o único registro existente datava de 1913, anunciou nesta segunda-feira a Universidade de Alcalá de Henares, da Espanha.

A nova espécie trata-se de um nemertino chamado Lineus acutifrons, um verme marinho que possui uma tromba para capturar suas presas. O autor da descoberta, o pesquisador Juan Junoy, professor do Departamento de Zoologia da instituição, coletou 21 exemplares do animal, que pode alcançar 25 cm de comprimento e possui uma cor roxa brilhante.

“As únicas notícias que se tinham desta espécie partem da descrição em uma praia irlandesa por volta de 1913. Desde então, ela jamais havia sido capturada e o registro foi colocado em dúvida a ponto de ser considerada uma espécie extinta”, informou o comunicado da universidade.

Segundo a instituição, o verme é cego e utiliza “receptores químicos para localizar e capturar suas presas”. Os nemertinos, como o novo verme descoberto, são evolutivamente os primeiros invertebrados que apresentam um tubo digestivo completo.

Saiba mais sobre o Filo Nemertea, arquivo em pdf, 333.96 KB