Se a toda hora chegam bilhões de litros de água doce ao mar, por que ele continua salgado?

por Fred Linardi

Porque os 100 bilhões de litros de água doce que desembocam diariamente dos rios são quase insignificantes comparados ao volume de água e de sais que compõem os oceanos – a evaporação na superfície marítima também ajuda a manter a salinidade constante. Para entender melhor, imagine se o 1,3 quatrilhão de litros de água dos oceanos equivalesse aos 500 mililitros de uma garrafa de água mineral. Nessa escala, seriam necessários 17,5 gramas de sal para imitar a salinidade média de 3,5% que ocorre nos oceanos, e o volume de água doce escoando diariamente para dentro da garrafa seria de apenas uma gota d’água*. Em zonas costeiras, porém, esse “pequeno” volume de água doce vinda dos rios diminui a concentração de sais. “Mas em águas afastadas da costa, com profundidade abaixo de 100 metros, as correntes marítimas misturam a água doce com o enorme volume de água e de sais, fazendo com que a salinidade do oceano seja pouco alterada”, explica Elisabete de Santis Braga, do Instituto Oceanográfico da USP.
– 100 bilhões de litros de água doce
– 1,3 quatrilhão de litros de água salgada
– 45,5 trilhões de toneladas de sal

*considerando o volume de 0,05 ml para uma gota d’água

Anúncios

Médicos oferecem injeções para "aumentar o ponto G"

Enquanto alguns casais ainda se empenham para tentar encontrar o tal ponto G, que garantiria o prazer feminino na hora da penetração, alguns médicos propõem um atalho polêmico para se atingir finalmente o alvo.
A idéia é aplicar uma injeção intravaginal de colágeno para aumentar essa região e torná-la mais sensível.
Patenteada nos Estados Unidos como G-Shot, a injeção é mais conhecida no Brasil como a técnica que promove o aumento do ponto G – e está longe de ser popular. Poucos médicos admitem aplicar o procedimento que custa cerca de R$ 2,5 mil e que não é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
A aplicação do colágeno também não tem a aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso na cavidade interna da vagina, apenas para o preenchimento cutâneo, ou seja de lábios e rugas. Porém, por meio de sua assessoria, a Anvisa declarou que não pode interferir na ação dos médicos que indicam a técnica para as pacientes e que, portanto, devem se responsabilizar sobre as conseqüências.
Como funciona na prática
Uma anestesia é aplicada a 4cm da entrada do canal vaginal, na região superior (a região onde se encontra o tal ponto G), e, em seguida, é injetado o produto (cerca de 1cm3). A aplicação resulta em um leve aumento do local.
De acordo com os defensores da técnica, ao inflar o ponto G, a excitação teria maiores chances de acontecer.
Os que vão contra o procedimento, afirmam que consideram que o caminho para a satisfação sexual seja o autoconhecimento; que oponto G fica saliente por causa do estímulo sangüíneo que infla a região em decorrência da excitação e que a mulher que diz não ter esse ponto é porque nem excitada fica. O caminho é se conhecer, se tocar e, claro, dividir isso com o parceiro, esclarescem. Outros creditam o sucesso do método ao suporte psicológico que ele dá à mulher.
Uma pessoa que já experimentou diz que sentiu uma melhora significativa entre quatro paredes. “Estou me sentindo 100% realizada. Agora estou confiante”, disse. O procedimento, segundo esta pessoa, é praticamente indolor. “Senti apenas a picadinha da anestesia”, conta.
Os efeitos duram por cerca de um ano, depois disso o colágeno é absorvido pelo organismo, daí a necessidade de uma “recarga”. O único inconveniente da técnica é o resguardo sexual. A mulher deve ficar 15 dias sem ter relações sexuais para que o produto se fixe e o volume seja definido.
Mas, afinal, esse ponto realmente existe?
Segundo o médico alemão Ernst Gräfenberg – o primeiro a estudar em 1950 as diferenças do tecido da vaginal – sim. O “G”, aliás, é uma homenagem ao sobrenome do médico, e tanto o ponto quanto o termo “ponto G” foram reconhecido na década de 80. Essa região é mais sensível e, quando estimulada durante a penetração, pode se expandir até atingir o tamanho de uma pequena moeda. O resultado é um intenso orgasmo.
Leia também o post Obsessão do ponto G

Atla de histologia médica UNCA


Como Watson e Crick decifraram o mistério da biologia

Uma estrutura de ferro e madeira, imitando uma hélice dupla, foi a forma que os biólogos James Watson e Francis Crick encontraram para demonstrar como é a forma da molécula de DNA. No dia 25 de abril de 1953, eles publicaram na revista científica Nature o artigo histórico em que descreviam a estrutura. A descrição é considerada um dos grandes marcos da biologia no século 20 e certamente contribuiu para a o desenvolvimento de uma nova área de pesquisa que então nascia, a biologia molecular.
O feito rendeu a Watson, Crick e a outro inglês, o físico Maurice Wilkins, o Prêmio Nobel de Medicina 10 anos mais tarde e permitiu à ciência o conhecimento de como as formas de vida se organizam de geração em geração. Antes, com Mendel, já se sabia que a hereditariedade das características humanas se deviam aos genes, tanto que ele é considerado o pai da genética.
Mas foi a descoberta da estrutura em dupla hélice que permitiu, segundo afirmou o geneticista Andrew Simpson, pesquisador do Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer, o esclarecimento de como se dão as transmissões genéticas. “Antes de Watson e Crick, Linus Pauling havia descrito a estrutura do DNA numa forma de hélice simples. Se usássemos essa teoria, certamente não teríamos os estudos que temos hoje, que envolvem o conhecimento da genética”, avaliou Simpson. Segundo o geneticista, coordenador da rede brasileira do Projeto Genoma do Câncer, disse que a descoberta da estrutura da dupla hélice foi fundamental para a identificação dos 30 mil genes que compõem o código genético humano, o chamado projeto Genoma Humano, ou Código da Vida. O genoma, exemplificou Simpson, colaborou para identificar as origens do homem na África e sua expansão pelo mundo.
A molécula de DNA, que em português tem o nome de ácido desoxirribonucléico, contém o código da hereditariedade de cada ser. Pelo modelo proposto por Watson e Crick, ela é constituída por duas cadeias paralelas de nucleotídeos unidos em seqüência, dispostas no espaço helicoidalmente, ou seja, giram sobre seu próprio eixo. O modelo passou a permitir também entender como ocorrem as mutações celulares, como a molécula se replica e a própria linearidade da codificação da mensagem genética.
As comemorações dos 50 anos da descoberta da dupla hélice do DNA tem recebido muitas citações em toda a mídia, mas à maioria escapam os antecedentes históricos do estudo. Pesquisadores do Laboratório Cavendish, na Inglaterra, Watson tinha por missão estudar vírus que acometiam bactérias, os bacteriófagos e Crick deveria decifrar a estrutura das proteínas por difração de raios-X. Os dois tinham afinidades no campo científico e isso colaborou para que insistissem em responder à pergunta considerada então fundamental para a biologia. Por isso, em 1951, propuseram um modelo com três cadeias, que se mostrou fracassado.
A partir daí, os pesquisadores receberam a orientação de se dedicar apenas a seus projetos originais. Mas o que poderia se chamar de “pontada de sorte” ocorreu a Watson, numa visita ao Kings College, em fevereiro de 1953. Ali, ele viu uma cópia da fotografia feita por difração de raio-X, pela pesquisadora Rosalind Franklin. Ela havia sido contratada pelo diretor do laboratório de biofísica para investigar a estrutura do DNA e descobriu, em 1951, que bastava variar a umidade do meio de conservação da molécula para obter uma figura de difração que indicava a existência de uma estrutura helicoidal alongada. A estrutura desidratada, mais curta e mais compacta, não possibilitava essa visão.
Química por formação, Rosalind chegou à conclusão de que a cadeia de fosfato-desoxirribose se encontrava na parte externa da molécula e as bases no seu interior. Ela descreveu que, possivelmente, haveria entre duas e quatro hélices co-axiais e avaliou a distância correspondente a uma volta completa da hélice. No entanto, como não tinha conhecimento básico em biologia, a pesquisadora se aprofundou nos estudos da estrutura desidratada, o que a distanciou de decifrar a tão buscada forma do DNA.
Watson teve acesso à cópia da fotografia obtida por Rosalind, por meio do físico britânico Maurice Wilkins, que também se dedicava ao tema na mesma instituição. Rosalind e Wilkins tinham gênios incompatíveis e isso fez com que ela fizesse seus estudos isoladamente. Em menos de um mês, com a fotografia em mãos, Watson e Crick chegaram à estrutura correta. Rosalind morreu de câncer, aos 38 anos, quatro antes do prêmio Nobel ser concedido à Watson, Crick e Wilkins.
Diferenças temperamentais e de comportamento à parte, a descoberta foi comemorada por Watson efusivamente. Na frase do biólogo, o resultado foi classificado como “demasiado belo para não ser verdade”.

Estrelas do mar podem ajudar a eliminar CO2

Segundo um novo estudo de pesquisadores britânicos, estrelas do mar e outras espécies de equinodermos como ouriços do mar podem ajudar a eliminar CO2. Os moradores do fundo do mar podem armazenar cerca de 2% das emissões anuais de CO2.

Os pesquisadores já sabiam que equinodermos armazenam grandes quantidades de carbonato de cálcio, alguns possuem corpos compostos por 80% deste material. Estes pequenos animais podem capturar cerca de 0,1 gigatoneladas de carbono por ano, dos 5,5 gigatoneladas que os humanos jogam no ar todos os anos.

A equipe chegou a esse resultado depois de coletar amostras de carbono de equinodermos de diferentes locais do planeta. Eles combinaram as medições com dados populacionais e dados de mortalidade, para descobrir o quanto eles podem armazenar e o tempo que demora para o carbono ser “enterrado” depois da morte de um desses animais.

Os cientistas acham que esse número pode ser ainda maior, já que eles precisam formar estimativas para áreas como o Pacífico Equatorial, que não foi bem estudado, e pode ter uma grande população de equinodermos. Ele também estão preocupados, pois o aumento da acidificação dos oceanos pode afetar gravemente este ciclo.

"Tricorder" real pode revolucionar o diagnóstico de doenças


Essa é para deixar os fãs de Star Trek mais felizes. Lembra do Tricorder usado pelo Dr. McCoy? Pois é, agora ele existe na vida real e está sendo testado por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O aparelho detecta doenças – de câncer no ovário a problemas cardiovasculares – a partir de uma pequena amostra de sangue em apenas 20 minutos. Funciona assim: Por meio de nanotecnologia, o sensor do aparelho consegue detectar partículas muito pequenas presentes no sangue: células específicas, moléculas, genes ou mesmo enzimas que são indicativos de alguma doença. Além da rapidez do diagnóstico, a identificação de partículas minúsculas garante mais precisão nos resultados do que os métodos comuns.

Como uma semente evolui até virar árvore?

por YURI VASCONCELOS

A semente óvulo maduro e fecundado da planta inicia o crescimento absorvendo água do solo e consumindo reservas próprias de nutrientes. Quando as primeiras folhas aparecem, a planta passa a gerar nutrientes pela fotossíntese, absorvendo água, luz e gás carbônico do ambiente. Árvore é o nome dado a vegetações lenhosas de grande porte, com mais de 3 metros de altura e formadas por raiz, caule, ramos e folhas. Elas são classificadas em angiospermas (quando dão flores e as sementes são protegidas por um fruto) e gimnospermas (plantas sem frutos e cujas sementes não têm proteção). Estima-se que existam cerca de 100 mil espécies de árvores, o que representa 25% de todos os organismos vegetais do planeta, atualmente. ;-]
ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO
Evaporação de água pelas folhas estimula a subida de minerais capturados pela raiz
A árvore começa a nascer quando ocorre a germinação e as três partes principais da semente entram em ação:
O tegumento protege o conteúdo interno;
O embrião é formado por microestruturas,como a radícula (ou raiz embrionária) e os cotilédones, que darão origem às primeiras folhas;
O endosperma é um tecido de reserva nutricional
Sob condições favoráveis de água, temperatura e luz, o embrião deixa o estado de latência e começa a se desenvolver. A semente absorve água do solo e aumenta de volume. Esse crescimento faz a casca se romper e a radícula, estrutura que dá origem à raiz, alonga-se em direção ao solo
O passo seguinte é o desenvolvimento da plântula, nome dado pelos botânicos à planta jovem, ainda incapaz de fazer fotossíntese. Nessa etapa, a raiz se alonga e se ramifica terra adentro para fixar a árvore ao solo
Quase ao mesmo tempo, desenvolvem-se as partes aéreas como o caule e os cotilédones. Também chamados de primeiras folhas, eles são ricos em nutrientes e alimentam a plântula na fase inicial de crescimento, quando ela ainda não tem folhas verdadeiras, capazes de realizar a fotossíntese
Na fotossíntese,a luz solar é absorvida pelos cloroplastos – microestruturas que armazenam clorofila, substância que dá cor verde às folhas. A clorofila e a energia solar transformam, por meio de reações químicas, a água captada pela raiz e o gás carbônico (CO2) retirado da atmosfera em glicose e outros nutrientes
Pequenos poros das folhas se abrem para capturar CO2 e perdem água por evaporação. Para compensar a desidratação, a água absorvida pela raiz, rica em sais minerais como potássio, fósforo e nitrogênio, viaja até o alto da planta por um conjunto de tecidos e vasos chamado xilema
Enquanto o xilema leva água e minerais para as folhas, o floema distribui a seiva que “alimenta” toda a planta. A seiva é um líquido formado por açúcares, aminoácidos e ácidos orgânicos resultantes da fotossíntese
O engrossamento do tronco e dos galhos ocorre quando as células do câmbio vascular se multiplicam, gerando o xilema e o floema. As células mortas do xilema formam as fibras do cerne – tecido que sustenta a planta. A clorofila se acumula nos tecidos mais internos e o caule deixa de ser verde.
Baixe a apostila de Botânica e saiba mais sobre o assunto.